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Notícias | Região Caso Murilo

Um absolvido e um condenado a 14 anos pela morte de jovem em São Leopoldo

Crime aconteceu em março de 2016 no Arroio da Manteiga; vítima foi morta com sete tiros

Por Renata Strapazzon
Última atualização: 08.05.2019 às 15:30

Foto por: Reprodução
Descrição da foto: Vítima: Murilo era pai de uma menina e trabalhava como vendedor em um supermercado
Num júri que durou mais de 12 horas terça-feira (7) no Foro de São Leopoldo um homem foi condenado e outro absolvido pela morte do jovem Murilo Zinth, 22 anos. O crime aconteceu em março de 2016 durante um evento que era realizado na Avenida Atalíbio Taurino de Rezende, no Bairro Arroio da Manteiga, nos fundos de uma empresa. Zinth foi morto com, pelo menos, sete disparos de arma de fogo. Os dois homens apontados pela Polícia Civil como autores do crime foram presos preventivamente 23 dias depois do fato. Um deles, Jéferson Rafael Silva de Andrade, 28, detido em casa, no bairro Feitoria, e o outro, Douglas de Brito, 27, no momento em que se apresentava na Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) após ter sido intimado a depor.

A polícia ainda realizou buscas nas casas dos suspeitos na intenção de localizar as armas usadas na morte de Zinth, mas nada foi encontrado. No julgamento, terça, Andrade acabou absolvido e Brito condenado a 14 anos e três meses de prisão. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. Do tribunal do júri, Andrade voltou para a casa após três anos e quase dois meses recluso no sistema prisional. Já Brito retornou para a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ) de Charqueadas.

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o crime teria ocorrido após uma discussão entre a vítima e um desafeto dela que havia desferido um soco no capô de seu carro. Neste momento, os dois acusados teriam se aproximado, atirando contra Zinth. Três tiros teriam sido efetuados por Andrade e outros quatro por Brito, quando a vítima já estaria caída no chão. Zinth ainda chegou a ser socorrido por amigos ao Hospital Centenário, mas não resistiu aos ferimentos, chegando já sem vida à casa de saúde.

Os réus foram acusados de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e em meio que resultou em perigo comum pois desferiram os tiros em local onde estava ocorrendo um evento e onde estariam cerca de 100 pessoas no momento do crime.

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