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Notícias | Região Operação Egypto

Evolução patrimonial de sócios da InDeal saltou de R$ 100 mil para milhões, aponta Receita

Em Novo Hamburgo, Polícia Federal cumpre mandados em endereços de luxo ligados à empresa

Última atualização: 21.05.2019 às 13:30

Foto por: Arquivo Pessoal
Descrição da foto: Polícia Federal também cumpriu mandados no Hamburgo Village, condomínio de luxo, em Novo Hamburgo
A Polícia Federal investiga o perfil das operações da empresa hamburguense InDeal e o enriquecimento dos sócios. Atuando sem autorização do Banco Central, a instituição financeira prometia lucros de até 15% no primeiro mês de aplicação. Conforme levantamento da Receita Federal, uma das contas da empresa teria recebido créditos de mais de R$ 700 milhões entre agosto de 2018 e fevereiro de 2019.

A Receita Federal também levantou informações que mostram que os sócios da InDeal apresentaram evolução patrimonial de grande volume e que, em alguns casos, passou de menos de 100 mil reais para dezenas de milhões de reais em cerca de um ano.

Em Novo Hamburgo, a Polícia Federal cumpre mandados em endereços de luxo ligados à empresa. Na Rua Agudo, no bairro Hamburgo Velho, policiais estão desde o início da manhã no local. Também há confirmação de ações na Rua Silveira Martins, no Centro, onde fica a sede da empresa investigada, e também no condomínio Hamburgo Village. 

Foto por: João Ávila/ GES-Especial
Descrição da foto: Polícia Federal cumpre mandado em residência no bairro Hamburgo Velho

Além dos crimes de operação de instituição financeira sem autorização legal, gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o inquérito apura o envolvimento de pessoas que teriam tentado obter informações sigilosas da investigação e que foram identificadas.

A operação foi denominada Egypto pela similaridade dessa palavra com o termo “cripto” e pelo fato de que o negócio da empresa foi classificado por terceiros como de “pirâmide financeira”. Além de Novo Hamburgo, cerca de 150 agentes cumprem dez mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão nas cidades gaúchas de Porto Alegre (3), Esteio (1), Estância Velha (2), Campo Bom (1); Laguna (1) e Florianópolis (1) no estado de Santa Catarina e em São Paulo (3), capital paulista.

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