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Especializada em criptoativos, publicação holandesa dá destaque ao caso InDeal

Hard Fork chama de 'cartel' operação da empresa hamburguense que está sob investigação da PF e da Receita Federal

Última atualização: 28.05.2019 às 17:35

Foto por: Reprodução
Descrição da foto: Publicação holandesa, especializada em criptoativos e blockchain, deu destaque ao caso InDeal
Hard Fork, publicação de tecnologia The Next Web sobre criptomoedas e tecnologias blockchain, deu destaque ao caso da InDeal. A reportagem da empresa holandesa afirma que um "cartel de crimes de criptomoedas, no Brasil, foi fechado depois de chegar a ter 55 mil investidores que aplicaram mais de 200 milhões de dólares" (R$ 850 milhões) na operação.

O texto destaca ainda que a InDeal atuava sem autorização do Banco Central do Brasil para fazer operações financeiras. A Hard Fork usa a expressão "golpistas" para nomear os agentes da empresa que oferecia investimentos em criptomoeda e prometiam aos investidores retornos de 15% sobre seu capital.

A reportagem finaliza, destacando que este não é o primeiro crime relacionado a criptomoeda no Brasil. No início deste ano, a Polícia Civil descobriu um espaço usado para minerar a criptomoeda bitcoin, que era usado pelo tráfico, em Porto Alegre. Uma estrutura com equipamentos de última geração, conforme a Polícia, foi localizada nos fundos de uma casa, no Morro da Embratel. No local, um homem, foi preso. Ele fazia a segurança do espaço.

O caso InDeal 

De acordo com a Receita Federal, foi somente a partir da reportagem do Jornal NH, publicada em 15 de fevereiro, sobre o esquema operado pela InDeal Consultoria, que a empresa com sede em Novo Hamburgo passou a comprar criptomoedas. A informação foi divulgada pela Delegacia da Receita Federal em Novo Hamburgo, que analisou todos os extratos bancários da InDeal durante o período de um ano, de fevereiro de 2018 a fevereiro de 2019.

Foto por: Inézio Machado/Inezio
Descrição da foto: ESCRITÓRIO: portas fechadas em prédio na David Canabarro

Na operação desta terça-feira, dez pessoas ligadas à empresa foram presas, entre elas, os cinco sócios proprietários. Dezenas de objetos de luxo, joias, mais de 30 carros e dinheiro em espécie foram apreendidos pela Polícia. Cerca de 60 imóveis também foram localizados em nomes de sócios ou pessoas diretamente ligadas aos empresários. Entre os imóveis adquiridos está uma mansão estimada em R$ 3,5 milhões em um condomínio de luxo de Novo Hamburgo.

A investigação agora tenta o sequestro desses bens para ressarcir o possível prejuízo dos investidores, que estão em 26 Estados brasileiros

Além dos crimes de operação de instituição financeira sem autorização legal, gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o inquérito apura o envolvimento de pessoas que teriam tentado obter informações sigilosas da investigação e que foram identificadas.

O advogado da InDeal, Julião Ludwig, afirmou que a empresa não vai se manifestar oficialmente e que aguarda mais informações a respeito da investigação da Polícia Federal. Ele lembra que já houve, há cerca de seis meses, uma operação, por parte da Polícia civil, que não teria apontado irregularidades nos negócios da empresa.

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