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Sócia da InDeal cita endereço onde moraria procurador federal, revela escuta da PF

Celso Tres afirmou que não se sentiu intimidado com esquema que chama de 'teatro de absurdos'

Última atualização: 27.05.2019 às 15:49

Foto por: Reprodução
Descrição da foto: Cinco sócios da InDeal estão presos
Em conversa interceptada pela Polícia Federal (PF), com autorização da Justiça, a única mulher sócia da InDeal, empresa suspeita de operar uma fraude financeira bilionária, faz referência ao endereço onde moraria, em Novo Hamburgo, o procurador federal Celso Tres. Na conversa de apenas 38 segundos, Tássia Fernanda da Paz, 33 anos, também chama o integrante do Ministério Público Federal de "praga". A escuta foi feita em 8 de abril, quase dois meses após reportagem do Jornal NH trazer uma entrevista com Tres, onde o procurador fala em "fortes indícios de fraude" e afirma que há uma investigação contra a empresa. 

"A praga desse Celso Tres mora nesse edifício aqui ó. Aquele Celso Três que é procurador, que encheu o saco, fica naquele edifício ali. Na cobertura", disse Tássia ao interlocutor, não descrito no inquérito da PF. A reportagem do Jornal NH teve acesso ao trecho do inquérito da Polícia Federal em que a escuta é detalhada.

À reportagem do Jornla NH, Celso Tres afirmou nesta segunda-feira que não mora em uma cobertura, mas em uma residência e que acredita que "houve uma confusão" por parte de Tássia. Tres também disse desconhecer ter tido seu nome mencionado pela presa, mas destacou que não se sentiu intimidado. "Deve ter outras menções ao meu nome no inquérito. Os grampos duraram bastante tempo. Logo após a primeira reportagem, alguém da InDeal ligou para meu escritório para marcar uma visita na sede da empresa. A intenção era mostrar a boa fé da empresa e a relação de imóveis. É um teatro de absurdos, uma coisa esdrúxula, uma ação circense isso tudo", afirma Tres.

Tássia é única mulher do quadro societário da InDeal. Além dela, também estão presos os companheiros de sociedade Francisco Daniel Lima de Freitas, Ângelo Ventura da Silva, Regis Lippert Fernandes, e Marcos Antônio Fagundes. Também foram presos por participação no esquema o consultor de investimentos Paulo Henrique Godoi Fagundes, o empresário Flavio Gomes de Figueiredo, e três mulheres, esposas dos sócios, Neida Bernadete da Silva, Fernanda de Cássia Ribeiro e Karin Denise Homem.

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