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Notícias | Região Paralisações

Transporte e trânsito, manifestações, presos e ferido: veja como foi a manhã de greve

Moradores foram afetados principalmente pela interrupção do transporte público e fechamento dos bancos

Última atualização: 14.06.2019 às 13:48

Foto por: Inézio Machado/GES
Descrição da foto: Caminhada seguiu pela Nações, Marcílio, 1º de Março, Pedro Adams e parou na esquina da Nicolau Becker
Em uma manhã marcada pela greve geral contra a reforma da Previdência, moradores de Novo Hamburgo enfrentaram transtornos principalmente no transporte público. Sem toda frota de ônibus nas ruas e com o trem paralisado nas primeiras horas, o jeito foi apelar para carros próprios, de app ou mototáxis. Desde bem cedo, a garagem da Viação Futura, onde também ficam veículos da Hamburguesa e Courocap, teve a saída bloqueada por piquetes. Após apenas três ônibus saírem do local, ninguém mais pôde ultrapassar a barreira formada por centrais sindicais. Já a garagem da Hamburguesa, na Bartolomeu de Gusmão, não registrou manifestações e cerca de 20 veículos da empresa saíram sem problemas do local.

Mesmo com a ordem da Justiça de manter 50% da frota em circulação, os trens tiveram que parar de circular depois que manifestantes invadiram os trilhos e colocaram fogo em alguns pontos. Seis pessoas foram presas. Após verificação de toda a via, as composições começaram a circular. A liberação ocorreu por volta das 8h15, com intervalos de 10 minutos. Depois do horário de pico, o serviço passou a ser em períodos de 15 minutos. Em função da falta de funcionários nas bilheterias, a passagem não foi cobrada.

O trânsito na BR-116 teve trânsito intenso, com pontos de lentidão ao longo da manhã. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o fluxo dobrou na rodovia. Antes das 8h30, a tranqueira se iniciava já na altura do viaduto da Avenida Sete de Setembro, em Novo Hamburgo, totalizando cinco quilômetros. 

Também no início da manhã, as escolas municipais abriram as portas aos alunos. Na Marcos Moog, no Jardim Mauá, e na Martha Wartenberg, em Canudos, alguns funcionários não conseguiram chegar no horário por causa da restrição no transporte público. Houve adesão de professores à greve, mas as escolas fizeram adaptações para não prejudicar os estudantes. 

Os educadores e outras categorias do funcionalismo público ligados a entidades de classe se concentraram, às 9 horas, na Praça Punta Del Este, no Centro, antes de caminhada por ruas da área central de Novo Hamburgo. A partir das 14 horas, serão feitas duas aulas públicas sobre os impactos da reforma da Previdência. Uma peça teatral também está prevista.  

Bloqueios de rodovias

Várias rodovias do Estado tiveram bloqueios. Na região, a RS-239 foi obstruída por manifestantes, mas liberada ainda pela manhã. A interrupção ocorreu em frente à empresa Citral. Agentes do Comando Rodoviário da Brigada Militar se deslocaram, por volta das 6h45, para negociação com o grupo.

Na BR-116, a sexta-feira começou com bloqueio em Canoas e Esteio, em frente à Refap. Por volta das 10 horas, um grupo fechou o trecho de São Leopoldo, próximo a rodoviária. A PRF interviu, segundo o Cpers/Sindicato, com tiros de balas de borracha.

Em outros trechos, também foram registrados protestos, como na Serra, em Caxias do Sul, também em São Lourenço do Sul. 

Em Nova Santa Rita, protesto também parou o trânsito na BR-386, quilômetro 432, próximo ao Posto Valentina. 

Situação das rodovias às 13h30

Bloqueio total

BR-285, km 208, em Lagoa Vermelha - 9h20 | 10h25 (Liberação a cada 30 minutos)

BR 386 km 132 Sarandi - 10h20 (Bloqueios intermitentes)

BR-153, km 52, em Erechim - 10h50 (Bloqueios intermitentes)

Manifestações sem interrupções

BR-116, km 260, em Esteio - REFAP

BR-392, km 61, em Pelotas - Ponte São Gonçalo

BR-116, km 465, em São Lourenço do Sul

BR-393, km 66, em Pelotas

Rodovias estaduais

RS-480, Km 38, em São Valentim, pelos indígenas

Quatro presos e um ferido em Canoas

Passava pouco das 5 horas quando um Grupo de Operações da Brigada Militar chegou à frente da garagem das empresas de ônibus Sogal e Vicasa, no bairro Igara, em Canoas. Eles haviam sido informados que um grande grupo de manifestantes se concentrava em frente ao portão para impedir a entrada de trabalhadores e, assim, garantir que nenhum coletivo ganhasse as ruas da cidade. Brigada e manifestantes ainda não sabiam, mas o confronto que se daria a partir dali resultaria em quatro prisões e um manifestante ferido com um tiro de borracha que lhe atingiu a perna.

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