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Prefeitura discute as regras para o Parcão, em Novo Hamburgo

Plano de manejo define o que pode e o que não pode

Por Débora Ertel
Última atualização: 21.06.2019 às 09:31

Foto por: Débora Ertel/GES-Especial
Descrição da foto: MELHORIAS: além das regras, estrutura passa por série de obras
Se o Parcão de Novo Hamburgo passa por uma renovação na sua área externa, a parte legal também está em pleno processo de revisão. Nesta semana foi realizada a primeira reunião técnica para atualizar o plano de manejo do Parque Municipal Luis Henrique Roessler. O documento é a principal ferramenta para determinar quais são as atividades permitidas no local, assim como as zonas que podem ser ocupadas e aquelas que devem ser preservadas.

Conforme o titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam), Udo Sarlet, o plano aprovado em 2010 deixou algumas lacunas, criou regras difíceis de serem executadas e não levou em conta a consulta da comunidade. Por conta disso, representantes de vários setores e entidades ligadas ao meio ambiente foram convidados para conhecer os levantamentos realizados pela empresa Geoprospec. "Agora é o início dos trabalhos para podermos definir juntos o que queremos do Parcão", disse Sarlet.

Obras

Quem visitar o Parcão agora vai se deparar com o novo pórtico de entrada, localizado junto à Rua Barão de Santo Ângelo. A estrutura de concreto, com cerca de 8,5 metros de largura e na parte mais alta, com 5,1 metros de altura, está pronta. Os operários trabalham agora para recompor o calçamento no local. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, agora ocorre a segunda etapa das obras de revitalização previstas dentro do Programa de Desenvolvimento Municipal Integrado (PDMI).

O cercamento e a reforma da sede administrativa, que agora conta com um elevador, estão em fase final. A trilha, a iluminação e o pórtico continuam em obras, com previsão de entrega no segundo semestre do ano. Em breve será lançada a licitação para a ocupação da lancheria do Parcão.

O que é um plano de manejo?

O plano de manejo é um documento elaborado a partir de diversos estudos, incluindo diagnósticos do meio físico, biológico e social. São estabelecidas normas e restrições para o uso, ações a serem desenvolvidas e manejo dos recursos naturais da área, do seu entorno e, quando for o caso, dos corredores ecológicos.

Uma das ferramentas mais importantes do plano de manejo é o zoneamento da unidade de conservação, pois organiza o espaço em zonas sob diferentes graus de proteção e regras de uso. O plano de manejo também inclui medidas para promover a integração da unidade de conservação à vida econômica e social das comunidades vizinhas. É também neste documento que as regras para visitação do espaço de preservação são elaboradas.
Fonte: MMA

Saiba mais

- Antes do início da apresentação dos dados técnicos, o secretário fez uma retrospectiva de que como o Parcão se tornou uma unidade de conservação ambiental, inserida no sistema estadual. A área pertencia à Paquetá e foi adquirida por 1 milhão de dólares no governo de Paulo Ritzel. "A comunidade demonstrou interesse em preservar e cuidar daquele espaço", recorda.

- O parque foi fundado em 1990 e é uma Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie), protegida pelo decreto municipal 4.129, de 21 de dezembro de 2009, num total de 54,1 hectares. É uma das maiores áreas protegidas dentro de zona urbana do Estado.

- Registros dão conta de que no Parcão habitam 62 espécies diferentes de insetos, pelo menos dois lagostins de água doce, 23 anfíbios, 18 répteis, 70 aves e 16 mamíferos (dos quais cinco são morcegos).

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