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Superlotação de celas na Delegacia de Polícia deixa rua bloqueada em Taquara

Duas viaturas da Brigada Militar são utilizadas com cela improvisada para seis presos

Por Suélen Schaumloeffel
Última atualização: 27.08.2019 às 08:22

Foto por: REPRODUÇÃO
Descrição da foto: Viaturas da BM com presos ficam estacionadas em frente ao prédio da delegacia de Taquara

A superlotação das celas das delegacias, que obrigam policiais militares e civis a atuarem como carcereiros, não é problema exclusivo das delegacias do Vale dos Sinos. O problema que se agrava a cada dia, reflete também nas Delegacias de Polícia de Pronto Atendimento (DPPAs) do interior do Estado.
A carceragem da DPPA de Taquara, no Vale do Paranhana, também sofre com o problema crônico de falta de vagas para os presos nos presídios do Estado. Nas celas da delegacia, as seis vagas existentes estão ocupadas, o que faz com que viaturas da Brigada Militar sejam utilizadas como extensão do "xadrez". Seis presos são mantidos sob custódia de policiais militares dos municípios de Rolante, Igrejinha e Três Coroas. Os agentes que deveriam atuar no policiamento ostensivo ficam limitados a guardar os detidos. A situação é tão crítica que a rua onde fica a delegacia teve que ser fechada.

PASSAGEM INTERROMPIDA

O risco de confrontos entre facções rivais dos presos ou até mesmo possíveis tentativas de resgate fizeram com que o fluxo na Rua Guilherme Lahm, em frente a DPPA, no Centro da cidade fosse interrompido, desde o início da manhã de ontem até, pelo menos o final da tarde. Conforme a titular da delegacia de Taquara, Rosane de Oliveira Oliveira,a  decisão partiu da policia militar. Os próprios presos teriam alertado para o risco de integrantes de organização criminosa rival irem até o local para atacá-los.

Delegacias não são lugares para detidos ficarem permanentemente

A titular da delegacia de Taquara, Rosane de Oliveira Oliveira ressalta que a matemática entre número de prisões e disposição de vagas torna a situação grave: “Percebemos um aumento de prisões nos últimos dias, mas a Susepe não corresponde com a liberação de vagas. Policiais aqui da DPPA e militares estão atuando como carcereiros por vários dias seguidos e isso não poderia acontecer. A situação é grave, mas ao menos temos sorte de que policiais civis e militares se solidarizam uns com os outros nessa situação, fortalecendo os laços”, comenta a delegada.
Rosane destaca que as delegacias não tem estrutura adequada para manter presos por dias e acaba tomando iniciativas próprias para atenuar a situação. “Há presos aqui por vários dias, sem banho, sem escovar os dentes, sem poder fazer qualquer higiene adequada. Aqui eles não tem assessoria médica nem psicológica adequada e a refeição que recebem vem do presídio ou de familiares, se for o caso” avalia. Os policiais que acompanham os presos algemados das viaturas também acabam ficando em situação de risco, pois estão na rua expostos, já que não há estrutura para esse tipo de situação. A expectativa da titular da DP taquarense é de que a situação seja normalizada ao longo da terça-feira.

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