Notícias | Região Na mira da PF

Nove são presos em megaoperação contra a Unick

Empresa é investigada por pirâmide financeira e atuar no mercado sem autorização do Banco Central

Última atualização: 17.10.2019 às 11:16

Agentes cumprem mandados contra Unick Foto: PF/Especial

Dos dez mandados de prisão que a Polícia Federal cumpre contra a Unick, investigada por pirâmide financeira, nove ocorreram até as 8 horas desta quinta-feira (17). Até as 9h40, a assessoria da PF não havia informado quais os locais das detenções. Os cerca de 200 agentes que atuam na megaoperação também cumprem 65 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e outros quatro estados.

Segundo a investigação, a Unick, com sede em São Leopoldo, chegou a ter um milhão de clientes e captar ilegalmente mais de R$ 40 milhões por dia. Além disso, a empresa é suspeita de atuar no mercado financeiro paralelo sem autorização do Banco Central.

Os valores dos investidores eram aplicados no mercado de Foreign Exchange (FOREX), compra e venda de moedas, operações somente autorizadas às instituições financeiras oficiais.

Operação Lamanai

Além de São Leopoldo, as buscas ocorrem em Porto Alegre, Canoas, e Caxias do Sul; em Curitiba, no Paraná; Bragança Paulista, em São Paulo; Palmas, Tocantins; e Brasília, Distrito Federal. Também são apreendidos veículos, sequestro de bens e bloqueio de valores em contas correntes.

Investigação

O inquérito policial foi instaurado em janeiro deste ano e apurou que os clientes do grupo eram atraídos pela promessa de retorno na ordem de 100% sobre o valor investido, no prazo de seis meses. A captação de recursos estava estruturada em formato conhecido como de “pirâmide financeira”, em que os novos investidores subsidiam os pagamentos de remuneração daqueles que já aplicaram recursos há mais tempo.

A organização já havia sido notificada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que se abstivesse de tais práticas não autorizadas, mas seguiu atuando e teve expedida uma ordem de parada de operações (stop order), que também foi ignorada.

Ao longo da investigação se evidenciaram outras práticas criminosas como a aquisição de moedas virtuais para remeter ao exterior, em supostos atos de evasão de divisas, assim como crimes de lavagem de dinheiro, entre outros.

Mais praticidade no seu dia a dia: clique aqui para receber gratuitamente notícias diretamente em seu e-mail!

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.