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Notícias | Região Mobilidade

RS tem apenas 40% das rodovias consideradas ótimas ou boas, aponta pesquisa

A 23ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias foi divulgada nesta terça-feira pela Confederação Nacional do Transporte

Última atualização: 23.10.2019 às 07:07

Rodovia do Parque absorveu cerca de 40% do tráfego da BR-116 no trecho entre Sapucaia do Sul e Porto Alegre Foto: GES/Arquivo
A qualidade das rodovias brasileiras piorou no último ano. No Rio Grande do Sul, o cenário se repete, com a maioria das rodovias avaliadas (59,3%) como regular, ruim e péssima. É o que mostra a 23ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada nesta terça-feira (22) pela Confederação Nacional do Transporte. Duas rodovias gaúchas se destacam negativamente na pesquisa: a RS-466, no quilômetro 7, em Canela, e a RS-640, no quilômetro 65, em Rosário do Sul, cujos trechos estão em péssimo estado de conservação. A pesquisa aponta ainda que o Estado figura na lista das dez piores ligações rodoviárias.


O estudo constata piora nas condições das características observadas. O estado geral apresenta problemas em 59% da extensão dos trechos avaliados. Em 2018, o percentual foi 57%. Também está pior a situação do pavimento (52,4% com problema), da sinalização (48,1%) e da geometria da via (76,3%). No ano passado, a avaliação foi 50,9%, 44,7% e 75,7% com problemas respectivamente. A pesquisa analisou a malha federal pavimentada e os principais trechos estaduais, também asfaltados, sob gestão dos governos ou da iniciativa privada.

Rodovias sob gestão concedida

A 23ª Pesquisa CNT de Rodovias constatou que a piora do estado geral também atingiu as rodovias sob gestão concedida. Em 2019, 25,3% da extensão delas tiveram o estado geral classificado como regular, ruim ou péssimo; e 74,7% da malha concedida foi avaliada como ótima ou boa. A título de comparação, no ano passado, esses índices foram 18,1% para a avaliação negativa e 81,9% para positiva.

Levantamento feito entre maio e junho

O levantamento foi feito por 24 equipes entre os dias 20 de maio e 18 de junho, que detectaram 797 trechos com pontos críticos, sendo 639 buracos grandes, 130 erosões na pista, 26 quedas de barreira e 2 pontes caídas. Em 2018, eram 454. No geral, a qualidade das rodovias brasileiras piorou no último ano. O estado geral dos trechos avaliados apresentou problemas em 59% de sua extensão, ante os 57% aferidos na pesquisa do ano passado.

São Paulo tem as melhores rodovias

O estado geral das rodovias é péssimo em 6,9% dos trechos analisados, ruim em 17,5%, regular em 34,6%, bom em 29,1% e ótimo em 11,9%. No ranking das melhores e piores ligações rodoviárias do país, as dez mais bem colocadas estão concedidas à iniciativa privada e passam por São Paulo.

Alto investimento para recuperação

O levantamento avalia que serão necessários R$ 38,6 bilhões em investimentos em “ações emergenciais de manutenção e reconstrução” para a recuperação das rodovias brasileiras. No entanto, complementa o estudo, dos R$ 6,2 bilhões em recursos autorizados pelo governo federal para a infraestrutura rodoviária, apenas R$ 4,78 bilhões (77,1%) foram investidos até setembro.

 

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