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Notícias | Região Empreendimento

Havan chega oficialmente a Gravataí e promete 100% de empregos locais

Luciano Hang, o proprietário da Havan. recebeu o alvará para instalação da nova loja na cidade. Seleção de 200 funcionários para a loja e outros 300 para o atacado Stock Center inicia nos próximos dias

Por Eduardo Torres
Última atualização: 24.10.2019 às 13:47

Luciano Hang veio a Gravataí receber a liberação para instalar a loja da Havan Foto: Eduardo Torres/GES
A Havan chegou oficialmente a Gravataí. E foi pela porta da prefeitura, na manhã desta quinta (240, sob tietagem cerrada de quem passava pela rua e dos funcionários da administração. O empresário Luciano Hang recebeu das mãos do prefeito Marco Alba (MDB) o alvará que libera a instalação da nova loja na cidade. Os catarinenses confirmaram a informação trazida com exclusividade pelo CG, de que, até o final do verão, a unidade estará erguida. Mais concretamente, a partir do momento em que iniciarem as obras no terreno da Rua Otávio Schemes, no bairro Neópolis, serão entre 90 e 100 dias para inaugurar. E com uma garantia:

"Toda a mão de obra dos nossos colaboradores nesta loja de Gravataí será local".

E a procura por estes funcionários começará em breve. Segundo Hang, no momento em que a construção inciar, começa também a seleção de trabalhadores. Pois a construção já está contratada com uma empreiteira gaúcha. Os primeiros "buracos" no terreno ainda dependem do tempo. Se não chover muito, é para já, garante Hang.

Serão 200 funcionários na Havan e outros 300 no atacado Stock Center, da rede Comercial Zaffari. Os atacadistas gaúchos também já têm o alvará liberado, mas a construção da loja, que será maior do que a Havan, deve demorar mais para ser inaugurada.

Sobre a mesa de reuniões do prefeito, o empresário exibia em projeções coloridas impressas o modelo de loja a ser erguida em Gravataí. Será a segunda na Região Metropolitana, depois da inauguração em Viamão. Por aqui, serão 6,5 mil m² em área de vendas, com direito a Estátua da Liberdade, fachada da Casa Branca, 70 metros de fachada e 500 vagas em estacionamento.

"Temos uma área superior a 8 mil m² só de Havan, e outros 11 mil de Stock. O cliente de Gravataí e região pode ter certeza de que estamos trazendo para cá o nosso novo modelo de loja, o mais moderno que trabalhamos atualmente", aponta o empresário.

A previsão é de um investimento de R$ 40 milhões na cidade. Gravataí estará no pacote de pelo menos 25 lojas que ele pretende inaugurar em 2020. Até o final de 2019, a Havan contabilizará 142 lojas no país.

Conhecido pelas frases fortes, ele define o atual momento de expansão:

"Até o Natal, vou inaugurar uma loja por semana".

Entre os números que o empresário ostenta, está o aumento de seis mil funcionários em 2019 em relação a 2018 em sua rede. Ao final deste ano, serão 22 mil colaboradores. Todos, conforme Luciano Hang, "trabalhando quando o cliente quer, que é quem manda nas nossas lojas".

É um recado ao sindicato que representa os comerciários da região. Hang garante já ter acordo com a categoria para a abertura da loja aos domingos e feriados.

"Se não puder ser assim, eu junto a loja e vou embora, sem problemas", define.

Da tietagem à imagem da cidade

Quando desembarcou de um carro do outro lado da rua da prefeitura de Gravataí, em frente à Praça da Bíblia, por volta das 11h desta quinta, foi impossível não notar a chegada de Luciano Hang à cidade. É porque ele veio à caráter receber seu alvará: de verde e amarelo, com a camiseta trazendo um dos seus mantras "O Brasil que queremos só depende de nós".

Teve tietagem no saguão da prefeitura Foto: Eduardo Torres/GES
Antes de entrar no prédio da administração da cidade, foi parado pelos comerciantes vizinhos, na avenida José Loureiro da Silva, para algumas selfies. Ao pisar o saguão de entrada, ao invés de cumprimentos formais, recebeu abraços, sorrisos e outra meia dúzia de pedidos para uma foto.

É que o encontro com Marco Alba significava bem mais do que somente a atração de mais uma empresa para a cidade. Era quase um encontro diplomático para divulgação de Gravataí. Não à toa, o prefeito entregou a Luciano Hang um DVD promocional.

"É um vídeo de cinco minutos, mostrando as características da nossa cidade, nossas atrações e a nossa cultura. Não foi mostrado a ninguém ainda. O senhor será o primeiro a receber este material", valorizou o prefeito.

Foram em torno de 90 dias, desde que o projeto do empreendimento foi protocolado na prefeitura até a liberação do alvará. Um prazo que, no conceito do dono da Havan, torna Gravataí um bom exemplo para o Brasil.

"Nós estamos criando agora o 'atrasômetro', que é uma placa a ser colocada em todos os terrenos que temos em que os alvarás demorem mais de 90 dias para a liberação pelo poder público", conta.

O "padrinho" da Havan em Gravataí

Se foi considerado o período de "namoro" antes da confirmação da nova loja na cidade, o caso de Gravataí torna-se ainda mais atípico. Foram apenas seis meses entre os primeiros contatos e a liberação do alvará.

Luciano Hang recebeu o alvará e mostrou a projeção da nova loja Foto: Eduardo Torres/GES
É o que conta o empreendedor Maurício Estrougo. Conhecido por ter trazido o Alphaville para Gravataí, foi ele quem apresentou Luciano Hang à cidade e àquela área próxima à RS-118.

"Sou muito amigo do Luciano já há alguns anos. Eu comentei com ele que Gravataí precisava deste impulso e ele prontamente quis conhecer e mostrou interesse. Fiz o diálogo com o prefeito, que também deu todas as condições para desburocratizar esse processo, e tudo deu certo", conta.

A área onde serão erguidas a Havan e o Stock Center foi alugada por Estrougo a Luciano Hang. Faz parte de um complexo de loteamentos que começou com o Alphaville e atualmente está em fase de implementação de um novo loteamento.

"A vinda da Havan para aquele local vai mudar o pólo da cidade para lá. Agora, só falta a RS-118 ter a duplicação concluída, né", comenta Estrougo.

Para a instalação do empreendimento, os investidores assinaram um termo de responsabilidade para execução de obras estruturais no eixo entre a Rua Otávio Schemes e a RS-118, a partir da rótula da Avenida Itacolomi.

Está prevista a pavimentação do trecho de pouco mais de um quilômetro e a preparação do terreno para que a Otávio Schemes, futuramente, seja uma avenida com 22 metros de largura, além de uma rede de bombeamento de esgoto, outra pluvial e uma terceira, adutora de água para aquele trecho.

Trecho da Otávio Schemes, entre a Itacolomi e a RS-118, será transformado Foto: Arte/Reprodução
E a RS-118?

Hang ganhou notoriedade como uma espécie de porta-voz da esperança na política econômica do governo Jair Bolsonaro. Entre os embates que o catarinense costuma encabeçar, está, principalmente, a crítica aos entraves do poder público ao empreendedorismo. E logo na sua chegada à Região Metropolitana, ele já sabe em que causa estará engajado: o final da duplicação da RS-118.

"Infra-estrutura é o que mais falta no Brasil. Quando um governo começa a duplicar uma estrada, ele não se preocupa com a vida e o possível empreendedorismo que pode surgir naquele entorno. Parece que o Estado está pensando em si mesmo", criticou, e perguntou a Marco Alba:

"Para quando vai ficar a rodovia?"

"A previsão é até o final do ano, mas...", comentou o prefeito.

A fachada da Havan não estará voltada para a estrada, mas é prevista abertura de um acesso viário para aquele ponto.

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