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Notícias | Região Alerta

Afogamento é a segunda principal causa de morte de crianças no País; saiba como prevenir

Neste sábado, um menino de 4 anos morreu na piscina da casa dos avós em Novo Hamburgo; outros dois casos foram registrados na região este ano

Última atualização: 28.10.2019 às 13:57

Pais e responsáveis devem redobrar atenção com crianças em locais com piscina Foto: Johann Frank
Os afogamento são a segunda maior causa de mortes de 0 e 14 anos no Brasil. Em 2017, 954 crianças e adolescentes perderam a vida na água, uma média de 2,6 óbitos por dia, de acordo com dados do Ministério da Saúde, segundo dados da ONG Criança Segura. Este tipo de acidente também está na sétima posição se tratando de hospitalização por motivos acidentais nesta faixa etária. Neste sábado (26), um menino de 4 anos morreu na piscina da casa dos avós, o que reacende o alerta para os cuidados especialmente na época em que a piscina se torna mais atrativa. 

Em janeiro deste ano, outras duas crianças morreram afogadas em piscinas na região. Um dos casos foi de um menino de dois anos em Tramandaí, de uma menina de 4 anos no bairro Roselândia, em Novo Hamburgo.

Acidente é rápido e silencioso

Os especialistas na área destacam que o afogamento normalmente ocorre de maneira rápida e silenciosa. Pode acontecer em um breve momento em que a criança encontra-se sem supervisão. Em apenas dois minutos submersa, a criança perde a consciência. Após quatro minutos, danos irreversíveis ao cérebro podem ocorrer.

Por possuírem a cabeça mais pesada que o corpo, crianças com até quatro anos de idade ainda não têm força suficiente para se levantarem sozinhas e nem mesmo capacidade de reagir rapidamente em uma situação de risco. Por isso, em caso de queda ou desequilíbrio, elas podem se afogar até mesmo em recipientes com apenas 2,5 cm de água.

Dicas de prevenção

- Nunca deixe crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água, nem por um segundo. Nessas situações, garanta que um adulto estará as supervisionando de forma ativa e constante o tempo todo;
- Ensine as crianças que nadar sozinhas, sem ninguém por perto, é perigoso;
- O colete salva-vidas é o equipamento mais seguro para evitar afogamentos. Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança, mas podem estourar ou virar a qualquer momento;
- Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência sempre visível (SAMU: 192; Corpo de Bombeiros: 193);
- Muitos casos de afogamentos acontecem com pessoas que acham que sabem nadar. Não superestime a habilidade de crianças e adolescentes;
- Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também;
- Fique atento! Crianças pequenas podem se afogar em qualquer recipiente com mais de 2,5 cm de água ou outros líquidos, seja uma banheira, pia, vaso sanitário, balde, piscina, praia ou rio;
- Ensine as crianças a não correr, empurrar, pular em outras crianças ou simular que estão se afogando quando estiverem na piscina, lago, rio ou mar.

Piscina

- Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 m de altura e portões com cadeados ou trava de segurança. Atenção! Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes;
- Evite deixar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água.
Águas naturais
- Tenha certeza que as crianças estão nadando em áreas seguras de rios, lagos, praias e represas;
- Ensine as crianças a respeitarem as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e a verificarem as condições das águas abertas.

Ambiente doméstico

- Depois do uso, mantenha vazios, virados para baixo e fora do alcance das crianças baldes, bacias, banheiras e piscinas infantis;
- Deixe a porta do banheiro e da lavanderia fechada ou trancada por fora e mantenha a tampa do vaso sanitário baixada (se possível, lacrada com um dispositivo de segurança);
- Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos sempre trancados.


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