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Notícias | Região Maus tratos com animais

Patram fecha centro de rinha com 200 galos no interior de Taquara

No local, que recebia turistas até do Nordeste do Brasil, foram apreendidos ainda R$ 35 mil em dinheiro, armas e anabolizantes

Por Débora Ertel
Última atualização: 15.11.2019 às 20:23

A Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram) fechou na noite da última quinta-feira (14) um centro de rinha de galos no interior de Taquara, no Vale do Paranhana. O local, que funcionava na zona rural de Santa Cruz da Concórdia, tinha gerador de energia, ar-condicionado, sistema de monitoramento e recebia turistas até do Nordeste do Brasil para a prática criminosa de maus tratos.

A Patram apreendeu cerca de 200 galos, a maioria feridos, 370 quilos de carne bovina sem origem comprovada, quatro armas e em torno de R$ 35 mil em dinheiro das apostas. Além disso, os policiais encontraram vários petrechos utilizados na rinha como biqueiras de metal, esporas de plástico e carregadores, além de uma pequena porção de maconha.


O rinhadeiro tinha um galpão com três arenas, sendo duas pequenas e uma maior, diversas gaiolas para acomodar os animais enquanto aguardavam a próxima briga. Com os suspeitos foi encontrado ainda um rádio na frequência da Polícia. A Polícia flagrou 29 pessoas no local, sendo que três delas foram detidas. Dois homens foram presos em flagrante por porte ilegal de arma. O terceiro foi apreendido porque tinha anabolizantes, medicamento de venda proibida.


A Patram acredita que o espaço funcionava há mais de dois anos e alimentava o turismo de rinha de galo. Os apostadores traziam seus galos, com valor médio de R$ 5 mil, cada um, para competir em Taquara. Havia pessoas de várias cidades do Estado, como de Santa Maria , Palmeira das Missões e Passo Fundos. Pela quantidade de bebida e comida encontrada, os militares suspeitam que eram esperadas mais de 80 pessoas no rinhadeiro e que a competição se estenderia durante todo fim de semana.


Outra prática ilegal que também acontecia no centro de rinha de galos era o comércio de aves. O proprietário do espaço era criador de galos e leiloava os melhores exemplares para os visitantes antes das brigas começarem. A BM estima que 100 animais pertenciam ao dono do negócio. A operação contou com 20 policiais do 1º Batalhão Ambiental e 3° Batalhão Ambiental, além de militares da região e técnicos da Inspetoria Veterinária de Taquara. O tambor do rinhadeiro e as caixas onde eram guardados os galos foram destruídos.

Operação sábado passado

No sábado passado, dia 9, a Patram havia realizado outra operação no bairro Eldorado, também em Taquara. O rinhadeiro ficava escondido nos fundos de um bar. A BM flagrou 25 pessoas no local, sendo que duas foram identificadas como proprietárias e acabaram sendo autuadas. Houve a apreensão de 25 galos, cerca de R$ 3 mil em dinheiro das apostas e acessórios de briga dos animais, além de uma porção de maconha. O espaço utilizado para a rinha foi destruído pelos policiais.


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