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Notícias | Região Política

Seis políticos perderam mandatos no Vale do Sinos até agora

Dois prefeitos e quatro vereadores, a maioria do PP, deixaram os cargos antes da hora por decisão das câmaras de vereadores ou da Justiça

Por João Victor Torres
Última atualização: 22.11.2019 às 14:04

Eles saíram das urnas vitoriosos. Só que as circunstâncias políticas ou até mesmo criminais transformaram a alegria de outubro de 2016, quando foram eleitos, em dor de cabeça e tristeza. Seis políticos da região do Vale do Sinos tiveram os mandatos interrompidos antes de dezembro do próximo ano. A maioria foi por decisão das câmaras de vereadores. Ou seja, cinco deles. Caso do ex-prefeito de Lindolfo Collor, Wiliam Winck (PP), além dos ex-vereadores de Sapiranga Alessandro Melo (PP), Cesino Nunes de Carvalho, o Dula (PP), Valmir Pegoraro, o Baxo (PDT), e Leonardo Braga (PSDB). Todos eles caíram este ano num intervalo de tempo inferior a 90 dias.

Já Maria de Lourdes Bauermann, que em setembro de 2017 era filiada ao Progressistas, deixou o comando da prefeitura de Ivoti por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), referendada pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE), em Brasília.

Relativo

O professor de Direito e responsável pela disciplina de Ciência Política na Universidade Feevale, Cássio Bemvenutti, comenta que não pode afirmar se o índice é elevado, mas propõe reflexões. "Esse número de cassações não acontecia porque as pessoas não cometiam delitos? Ou porque não havia a devida investigação, judicialização e condenação? Me parece que a resposta correta é a segunda. As pessoas cometiam os mesmos delitos no âmbito da administração pública, só que isso não tinha o devido encaminhamento", argumenta.

Progressistas lideram

Desses, quatro estavam filiados ao partido quando perderam os cargos. De acordo com o presidente estadual da sigla, Celso Bernardi, é necessária cautela perante os casos. "Há cassações e cassações", observa. Sobre Maria de Lourdes, prefere não se manifestar. Já que ela deixou a legenda e preside o PRB ivotiense. Em relação a Winck, frisa que os progressistas prestam todo apoio ao ex-prefeito, pois considera que o processo de impeachment teve apenas caráter político. Por outro lado, sobre os vereadores, afirma que o PP estadual não compactua com suas ações.


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