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Por esporte ou paixão, aeromodelismo ganha a cada dia mais adeptos

Neste final de semana, Clube Conesul Modelismo comemora os 19 anos de fundação com um evento especial em Portão

Diversão de gente grande. É assim que o aeromodelismo pode ser considerado pelos adeptos. A prática, que consiste em manipular miniaturas de aeronaves, por motivos esportivos ou recreativos, tem se popularizado nos últimos anos no País, com a redução dos preços dos equipamentos e a facilidade na importação de peças. No Vale do Sinos, o Clube Conesul Modelismo comemora neste fim de semana seus 19 anos de fundação com um evento especial em sua sede, na Rua José de Anchieta, 1111, no bairro Vila Rica, em Portão. A programação inclui exibição de aeromodelos, helimodelos e planadores, além de parabéns e hasteamento de bandeiras, neste sábado, dia 7, às 11 horas, pelo Grupo de Escoteiros de Portão.

"Isso aqui lota aos fins de semana e sábado o movimento será ainda maior. Além do grande número de praticantes, temos os filhos e esposas que estão presentes. O aeromobilismo proporciona isto: a união familiar", conta o presidente do Conesul, o empresário Mário Sérgio Wandrey, 63 anos. Inclusive, a filha dele, Priscila Wandrey, 23, atua como secretária do clube por influência do pai. "Comecei a gostar de estar aqui e conduzir os aviões de tanto acompanhar ele", revelou Priscila.

 

Atualmente, o hangar do Conesul comporta cerca de 300 aeromodelos. Após concluir as aulas com um instrutor, quem quiser entrar para o clube ou voar aos fins de semana precisa comprar seu próprio avião. E não é que o clube conta com um apaixonado pela arte da construção dos aeromodelos, que também comercializa as unidades. "Acho que já fiz, reformei e arrumei, mais de 200 aviões. E hoje, além de um hobby, é um complemento da renda da aposentadoria", diz o tesoureiro do Conesul, José Luiz Martins da Silva, 61.

Para Martins, o interesse pelo aeromodelismo, que começou há 20 anos, foi o responsável por manter sua saúde. "Eu trabalhei por muitos anos como vendedor, ficava em uma sala fechada e aos fins de semana corria para pilotar meus aviões. Isso que me desopilava, se eu ficava uma semana sem praticar, no decorrer da outra já estava estressado demais. Quando estou aqui no clube, não penso em problemas, em nada. Só falo besteira com os amigos, aprecio a natureza e controlo meu avião. Isso aqui é uma alegria para mim", fala o aeromodelista.

Competição

Se para Wandrey e Martins o aeromodelismo é um hobby, para Felipe Andrioli, 20, a prática iniciada aos 5 anos de idade ficou mais séria. Virou esporte. Desde 2016, ele disputa competições. "Até hoje participei de cinco, uma delas foi uma etapa do campeonato brasileiro do Imac (International Miniature Aerobatic Club, em tradução livre, clube acrobático internacional de miniaturas), que fiquei em 2.° lugar em uma das categorias. E depois várias etapas do Campeonato Gaúcho. Comecei a atuar em competições por influência de amigos."

Além do aero, tem o automodelismo. Na prova deste domingo as corridas imitarão as de carros reais, onde, por exemplo, se faz troca de pneus com o desgaste da pista. "A única diferença de uma corrida de carro real, é que no automodelismo, os condutores precisam montar todo o veículo antes da corrida e isso já conta na prova. É algo que exige muita paciência, pois as pecinhas são muito pequenas", diz Martins.

Paixão passa de pai para filho

O apaixonado por aeromodelismo, Hilton Noyr Facchin, 54 anos, descobriu a paixão por voar ainda na infância e o aeromodelismo dá essa sensação, mesmo com os pés no chão. "Naqueles 10 a 15 minutos você esquece de tudo, só pensa no voo. É uma sensação ótima. Esse é o momento onde esqueço todos os meus problemas e estresses do dia a dia", conta o empresário.

Priscila Wandrey começou a prática acompanhando o pai no clube Foto: Diego da Rosa/GES

Facchin afirma que, além do relaxamento para a mente, o hobby trouxe para ele amizades preciosas. "Através do aeromodelismo eu conheci pessoas bacanas no Brasil inteiro e fiz muitos amigos. Trocamos informações e dicas todos os dias, o bonito desse esporte é que todos se ajudam. No meu caso, onde o aeromodelismo é só hobby, é ainda mais incrível isso, construímos amizades que mesmo a distância se tornam verdadeiras. Além disso, isso é um ambiente familiar, os filhos e esposas participam e já tem até grupo de WhatsApp só delas", relata.

Ele participará do 19º aniversário do Clube Conesul de Modelismo, nos dias 6, 7 e 8. "Não vejo a hora de chegar lá em Portão. Vou acampar com meu filho que voa também", disse o morador de Caxias do Sul.

Habilitação

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que não é exigida habilitação para a prática de esportes radicais. Mas é recomendado que para praticar voo livre se habilite por meio de associações aerodesportivas reconhecidas. Afinal, as aulas reduzem as chances de acidente.

 

Curiosidades

:: O primeiro voo ocorreu nos jardins de Tuileries, em Paris, para os membros da Sociedade Francesa de Navegação Aérea.

:: No seu primeiro voo, em agosto de 1871, o Planophore percorreu 60 metros de distância, a 20 metros de altura, em 13 segundos.

:: Anac afirma que o aeromodelismo é uma atividade recreativa e que não pode ser praticada com finalidade comercial.

 

 

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