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Para sentir no bolso: valor das placas no padrão Mercosul variam quase 170% na região

Levantamento exclusivo mostra que a diferença de uma cidade para outra chega a 140 reais para carros, e 100 reais para motos Reportagem: Jauri Belmonte

Nos dias de hoje, ter um carro demanda muito mais que cuidado. A simples tarefa de colocar os custos na ponta do lápis e programar o orçamento pessoal faz muita gente repensar sobre a comodidade que é ter um veículo. Além dos gastos que há com combustível, existem os serviços de manutenção, pneus, Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), seguro, entre outros. Mas outra demanda precisou se enquadrar no orçamento de quem tem um veículo aqui no Rio Grande do Sul: a nova placa no padrão Mercosul. Ou seja, nada menos que a identificação oficial de cada veículo.

A proposta, que em 2010 era embrionária, foi impulsionada pelo Brasil com intuito de facilitar a identificação e fiscalização de veículos entre os países que formam o Mercosul. Porém, apenas quatro anos depois a proposta passou pelo sistema de unificação. As características eram outras e o prazo, como muita coisa em nosso País, não foi cumprido à risca. Assim, a decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que previa a aplicação das novas placas para 30 de junho de 2019 acabou sendo adiada e, agora, cada Departamento Estadual de Trânsito (Detran) têm até 31 de janeiro de 2020 para o item ser instalado nos carros.

Dias pesquisou e conseguiu comprar placas mais baratas para o carro e a moto Foto: Juarez Machado/GES

Mas algo tem incomodado quem precisa colocar a nova placa: a alta variação dos preços nos pares de placas. O par de placas para moto pode custar de 60 a 160 reais ( 167%) e para carro de 120 a 260 reais ( 117%).

Em Sapiranga, barateamos por conta da concorrência de cidades vizinhas

Nem mesmo entre as várias autorizadas que podem existir dentro de um mesmo município. E não tem nada de ilegal nisso. Conforme o Procon RS, a Constituição permite o livre comércio por meio da ordem econômica, ou seja, cada estabelecimento autorizado à venda coloca o valor que quiser sobre o produto e o serviço.

Mas afinal, quem precisa?

A obrigatoriedade da nova placa cabe a toda e qualquer situação em que houve extravio, danificação, furto, troca de categoria ou mudança de propriedade. Além disso, veículos em circulação, que trocarem de município, também precisarão aderir à placa do Mercosul. O Detran ressalta, também, que o primeiro emplacamento pode ser realizado em outra cidade. Quanto à colocação da placa, esta é de responsabilidade do proprietário. O Detran ressalta que não é permitido trafegar sem placa.

Detran é responsável pelo credenciamento

A responsabilidade de credenciamento das Estampadoras de Placas de Identificação Veicular (Epivs) passou a ser do Detran em agosto de 2019. Assim, cabe ao órgão fazer a fiscalização dessas empresas, como de todos os seus credenciados. Antes, a atribuição era do Denatran.

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Pesquisar é a dica

O deslocamento de dez quilômetros entre uma cidade e outra rendeu uma economia de 160 reais para o motorista Wendel Dias, 39 anos, na compra de placas para sua moto e seu veículo. Depois de pesquisar o valor em dois estabelecimentos em Novo Hamburgo e em um de Campo Bom, ele ficou com a segunda opção. "Vale a pena pesquisar. Mesmo sendo morador de Novo Hamburgo, fui para Campo Bom para comprar", declara.

A primeira compra foi em setembro quando trocou de motocicleta. A vistoria foi feita em Novo Hamburgo, onde a placa custava 120 reais. Ele conseguiu em Campo Bom por 80 reais. Dois meses após, foi a vez de seu carro. "Eu perdi a placa dianteira e na pesquisa em Novo Hamburgo encontrei a placa por 240 reais e em Campo Bom me ofereceram por 130 reais. Dei uma "chorada" e paguei 120 reais", lembra.

A resposta que Dias ouviu do atendente do estabelecimento campo-bonense é de que o valor não é tabelado e, por isso, cada um cobra o que quer pelas placas.

 

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