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Notícias | Região Reajustes

O pão francês vai ficar mais caro a partir de janeiro

O popular "cacetinho", deverá ter alta no preço já no início de 2020 devido ao dólar, que começa a afetar os produtos derivados de trigo, já que o Brasil produz menos da metade do que consome

Por Débora Ertel
Última atualização: 16.12.2019 às 20:53



Preço médio do cacetinho no Estado neste mês está em R$ 8,90 o quilo, mas deverá sofrer reajuste, estima a Agas Foto: Juarez Machado/GES
Se no começo do ano normalmente o dinheiro fica curto para honrar compromissos como IPVA, IPTU e material escolar, o consumidor deve colocar mais um item na lista que vai impactar no orçamento familiar. O pão nosso de cada dia, o famoso pão francês - ou "cacetinho", para os gaúchos - deve ter alta no preço a partir de janeiro. É isso que projeta a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados (Abimapi). No começo do mês a entidade divulgou uma nota alertando que a alta do dólar vai impactar no preço dos alimentos derivados do trigo.

Embora o dólar esteja em queda neste mês, comparado com o período anterior, em novembro chegou a R$ 4,20, aumentando o custo de produção. Isso acontece porque o Brasil produz menos da metade do trigo que consome e precisa importar da Argentina, Canadá e Estados Unidos. Conforme a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), o preço médio do cacetinho no Estado neste mês está em R$ 8,90 o quilo.

Gerente administrativo de uma padaria de Novo Hamburgo, Denis Furlan, 42 anos, explica que o dólar impacta diretamente na produção do pão, pois a matéria-prima vem do país vizinho. "Além disso, tem a safra do trigo, que foi bastante comprometida", comenta. De acordo com ele, o estabelecimento está segurando o valor dos produtos para o consumidor, apesar da oscilação nos preços da farinha. Furlan projeta que o reajuste no preço cobrado no balcão deverá ser colocado em prática no começo de janeiro.

Conforme a assessoria de imprensa da Agas, a alta do dólar - e mais que isso, sua permanência por muitas semanas em patamares elevados - normalmente impactaria significativamente em diversas commodities. Entretanto, devido à situação atípica ocorrida na cadeia da proteína animal, com os altos preços da carne, o mercado está espremendo as margens para segurar outras altas. Na avaliação da Agas, o consumidor não conseguiria absorver tantos aumentos impactantes juntos, por isso, ao menos por enquanto, não há reajuste muito significativo nos derivados de farinha.

Importadas 4,8 milhões de toneladas de trigo só neste ano

Segundo a Associação Brasileira de Trigo (Abitrigo), o País importou da Argentina até o mês de novembro 4,8 milhões de toneladas do grão e a maior parte é destinada para o Rio Grande do Sul. Em setembro e outubro houve aumento no preço médio do produto devido à alta do dólar.

A Abitrigo aponta ainda que houve reajuste de 0,57% no preço do pão francês de outubro para novembro no País. Já a farinha de trigo teve maior alta em outubro, de 2,92%.

As commodities

Commodities são produtos que funcionam como matéria-prima, fabricados em escala e que podem ser estocados sem perda de qualidade, a exemplo do que ocorre com o trigo e soja. Integram essa lista também petróleo, suco de laranja congelado, boi gordo, café e ouro, entre outros. Commodity vem do Inglês e significa mercadoria. Sendo assim, o preço de uma commodity é determinado pelo mercado mundial como uma consequência da oferta e demanda, e não pela empresa que a produz. Isso ocorre porque neste caso a marca do produtor não tem tanta relevância. Outras características das commodities é que são origem primária, têm grande importância mundial, pequeno grau de industrialização e comercialização em nível global.

 

Não há incidência de PIS/Cofins e nem de ICMS

O valor do cacetinho é calculado a partir dos custos de produção, quebra e margem de lucro.

 

11º lugar

Essa é a posição mundial do Brasil no consumo de pão industrializado


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