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Notícias | Região Polícia

"Foi crime passional", apura polícia sobre feminicídio em Canela

Crime vitimou Roselane Cândida da Silva, de 45 anos, ao ser atingida em supermercado

Por Letícia de Lima
Última atualização: 16.01.2020 às 18:26

Manoel se matou no Morro da Cruz, em Canela Foto: Letícia de Lima/GES-ESPECIAL
O caso de feminicídio seguido de suicídio, em Canela, é considerado praticamente esclarecido pela Polícia Civil. O delegado Gustavo Barcellos, que responde interinamente pela Delegacia de Canela, não confirma detalhes sobre o que levou Manoel Adelar da Silva, de 63 anos, a atirar em Roselane Cândida da Silva, de 45 anos, no último sábado (11), em um supermercado no Centro da cidade.

Porém, a autoridade policial confirma que as investigações apontam que foi um crime passional. "A investigação traz circunstâncias pessoais, então não vamos entrar em detalhes. O que posso dizer é que a investigação avançou bastante, que chegou nessa motivação a partir de alguns elementos de provas convincentes", disse o delegado Barcellos.

O crime ocorreu por volta das 10 horas de sábado, quando Roselane e o esposo saíam do mercado situado na Avenida Júlio de Castilhos. O companheiro da vítima disse em depoimento que eles saíam do estabelecimento e quando viram o atirador retornaram para dentro do supermercado, momento em que a mulher foi atingida com dois tiros nas costas.

Suicídio

Na sequência, Manoel, autor dos disparos, fugiu e se suicidou na localidade conhecida como Morro da Cruz, área central de Canela, com um tiro na cabeça. A arma, um revólver calibre .32 usado também para executar Roselane, foi apreendida. Ela chegou a ser encaminhada com vida para o Hospital de Caridade do município, mas não resistiu e faleceu no início da tarde de sábado.

Omissão prejudicou proteção

Roselane havia registrado ocorrência contra Manoel no dia 23 de dezembro de 2019 com a Brigada Militar, relatando ser perseguida e não ter nenhum tipo de relacionamento com ele. Segundo o delegado, neste registro, a vítima “deixou de mencionar fatos que eram importantes para que a polícia tivesse condições de avaliar o risco envolvendo aquela situação”. O delegado explica que a omissão dela, no que ele define de “circunstâncias importantes”, intercedeu na proteção da mulher.

“Prejudicou absolutamente qualquer tipo de avaliação e de acionamento da rede de proteção. E infelizmente aconteceu isso”, relatou o delegado, sem confirmar detalhes sobre o tipo de relação entre vítima e autor.


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