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Notícias | Região Crueldade

Gata pode ficar paraplégica após ser ferida com tiro de chumbinho em Estância Velha

O dono do animal, morador do bairro Campo Grande, procurou a Polícia Civil de Estância Velha na manhã de segunda-feira

Por Suélen Schaumloeffel
Última atualização: 03.02.2020 às 17:54

Chumbinho ficou alojado ao lado da coluna da gatinha Foto: Reprodução
Uma gatinha de dois meses corre o risco de ficar paraplégica após ser atingida por um disparo de arma de pressão. O dono do animal, morador do bairro Campo Grande, procurou a Polícia Civil de Estância Velha na manhã de segunda-feira (3), para registrar um boletim de ocorrência de crueldade contra animais.


Segundo o homem, que não quis ser identificado, na última sexta-feira (31), ele e a companheira chegaram em casa, por volta das 21h e encontraram a gata Neguinha na área em frente a casa. Ela arrastava as patas traseiras. Ao ver o que poderia estar acontecendo, o dono, de 41 anos, percebeu uma perfuração da região da coluna cervical de seu animal de estimação.
Os tutores levaram Neguinha para atendimento veterinário, onde foi constatado que um chumbinho havia ficado alojado próximo a coluna, comprometendo os movimentos. A retirada do chumbinho foi agendada para a tarde da segunda-feira: “Não se sabe se ela vai recuperar ou não os movimentos das patas traseiras. Estamos torcendo”, conta o dono.
Segundo o morador, é a segunda vez que um gato seu é atingido da mesma forma no período de um ano. “Outro gato meu foi ferido assim, mas está bem. A gente deve denunciar essas crueldades, porque são crimes. Nada justifica fazer isso com um animal indefeso, que não oferece risco nenhum”, pontua o dono.

Delegacia atuante contra os maus-tratos

O caso de Neguinha será investigado pela Polícia Civil do município. Relatos de maus-tratos a animais são realidade de todas as cidades, em Estância Velha o número de denúncias cresce anualmente. Em 2019 foram registrados cerca de 60 boletins de ocorrência. Para a agente Daniela Saul Friedrich, que atua diretamente nesses casos, o grande volume se atribui ao fato de que as denúncias resultam em ações efetivas da Polícia Civil, juntamente com a secretaria municipal do Meio Ambiente e Preservação Ecológica (Semape). “Muitos casos ainda não são denunciados, mas as pessoas precisam entender que maus-tratos contra animais é crime”, ressalta. Desde 2017, a delegacia estanciense figura entre as que mais remete procedimentos relacionados a maus tratos contra animais no Estado.
As denúncias, que não se restringem apenas a cães e gatos, são a ferramenta necessária para coibir esse tipo de crime. “Elas podem inclusive ser feitas de forma anônima, mas precisam de provas, como fotos ou vídeos, incluindo ainda relato de testemunhas. No caso de abandono, não adianta apenas uma foto da placa de um carro, é preciso também a foto do cachorro. Todos os dias temos relatos de animais abandonados ou presos no sol, por exemplo” destaca a investigadora.
Após a denúncia inicial a Polícia coleta evidências, conversa com pessoas pede laudos veterinários se preciso. Conforme Daniela, que também é veterinária, a maioria dos casos é resolvida diretamente com o tutor do animal, que é orientado sobre os cuidados e tem a oportunidade de corrigir o que fazia de errado, sendo acompanhado. Em casos mais graves, o animal é retirado do dono. Os denunciados respondem pelo crime na Justiça e as penas variam de detenção, pagamento de multa ou serviço comunitário.

Reforço para atuar

O trabalho de combate aos maus-tratos contra animais tem ganho reforços para melhorar o atendimento. Neste ano, a partir da mobilização do então delegado substituto Márcio Niederauer e representantes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Preservação Ecológica (Semape), a delegacia passou a contar com um veículo novo para reforçar o trabalho. Uma verba oriunda do Poder Judiciário e também da Semape possibilitaram a compra de uma caminhonete Nissan Frontier 0km para a delegacia. O veículo vai possibilitar o transporte dos animais quando necessário, assim como facilitar a chegada em locais de difícil acesso, já que muitas ocorrências acabam acontecendo no interior.


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