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Notícias | Região Golpe da pirâmide

Diretor da Unick não é encontrado e juíza cogita determinar prisão preventiva

Oficiais de Justiça tentam contato desde o início do mês passado com Danter Silva, réu de uma das maiores pirâmides financeiras do Brasil, solto em março por causa do coronavírus

Por Silvio Milani
Última atualização: 24.06.2020 às 09:22

Danter discursa em evento da Unick observado por Leidimar Lopes Foto: Reprodução
Os oficiais de Justiça não estão encontrando o diretor de Marketing da Unick Sociedade de Investimentos, Danter Navar da Silva, e a juíza substituta da 7ª Vara Federal de Porto Alegre, Karine da Silva Cordeiro, avalia determinar a prisão preventiva. O sapiranguense de 24 anos está solto desde março por causa do coronavírus. A intimação é para notificá-lo a constituir novo defensor, pois a banca de advogados renunciou à causa.

Fundada em Novo Hamburgo, a Unick teria arrecadado R$ 28 bilhões e lesado um milhão de clientes até ser fechada pela Polícia Federal, em outubro do ano passado. É apontada pelas investigações como uma das maiores pirâmides financeiras já criadas no Brasil.

Na noite da última sexta, o oficial de Justiça Adão da Silva emitiu certidão sobre as várias tentativas frustradas de encontrar Danter. O último endereço do réu é um condomínio na zona sul da capital. O oficial frisou que ainda tentou contato por dois telefones informados pela Central de Mandados (Ceman).

Telefones estão inativos

A reportagem ligou ontem para os números na tarde desta terça-feira (23). É um fixo, que consta como inexistente, e um celular, cuja chamada não se completa. Familiares de Sapiranga e Parobé devem ser contatados pela Justiça.

Suspeita de fuga e uma certeza do que será feito

O gabinete da 7 ª Vara Federal informou, na tarde desta terça, que a juíza avalia o que fazer e que não é descartada a decretação de prisão preventiva. Afinal, todo réu tem o compromisso de manter endereço e telefones atualizados. Além disso, há suspeita de fuga.

Uma decisão é certa. Se Danter não indicar advogado, a magistrada nomeará um defensor público da União para ele. O mesmo aconteceu com o presidente da Unick, Leidimar Bernardo Lopes, 39, conforme revelado pelo Jornal NH no mês passado. O chefe do esquema bilionário, morador de Caxias do Sul, respondeu à notificação. Alegou que não tinha dinheiro para pagar advogado.

Leidimar foi o último dos dez presos na Operação Lamanai, deflagrada em outubro do ano passado, a sair da cadeia. Ganhou liberdade em abril, também devido ao coronavírus. O processo criminal, que apura fraudes financeiras, tem 15 réus.


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