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Notícias | Região Ciclone extratropical

Defesa Civil alerta para risco de inundação em São Leopoldo

Seguindo previsão do governo do Estado, de que ciclone extratropical deve atingir especialmente a faixa leste do Rio Grande do Sul, órgão leopoldense emite alerta para cheia do Rio dos Sinos

Por Priscila Carvalho
Última atualização: 07.07.2020 às 09:13

Rio do Sinos na vila São Geraldo Foto: Diego da Rosa/;GES/Diego da Rosa/GES

Com a previsão feita pela Sala de Situação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) de que haverá a formação de um ciclone extratropical, nesta terça-feira (7), provocando chuva intensa, trovoadas e ventania sobre todo o Estado, a Defesa Civil leopoldense emitiu alerta, especialmente, sobre o Rio dos Sinos. Conforme o órgão, pode haver inundação nas ruas da Praia, no bairro Rio dos Sinos, e das Camélias, no bairro Pinheiro, além da possibilidade de vendaval.

O alerta foi feito na tarde desta segunda-feira (6), após reunião de emergência com o prefeito Ary Vanazzi, quando o rio marcava 4,22 metros, nível acima da normalidade (média de 2 m a 2,50m).

O boletim estadual chama atenção para volumes elevados de chuva, com cerca de 80 milímetros para o Vale do Sinos, e rajadas de vento que variam entre 70 km/h e 80 km/h podendo ser mais intensas na faixa leste, que abrange a região metropolitana, litoral e Serra. O agente da Defesa Civil, Willian Strack, informou que o nível do Sinos apresentou declínio ao longo desta segunda-feira, mas salientou que a quantidade de chuva esperada é grande. “Como há previsão de muita chuva aqui e na região da Serra, com certeza haverá um aumento no volume de água, por isso emitimos o alerta de inundação para as ruas da Praia e final da Rua das Camélias. Inclusive, já comunicamos os moradores das duas localidades”, disse.

Plano

A Defesa Civil leopoldense salienta que os critérios para ativação do protocolo de alerta estão em conformidade com o disposto no Plano de Continência para Inundações da Defesa Civil de São Leopoldo (PLACON). Considerando que o rio se encontra alto, que existem previsões de chuvas volumosas e formação de ciclone, emitiu-se o alerta duplo: para risco de inundação, em primeiro momento nas ruas da Praia e das Camélias; e para o risco de vendaval e chuvas volumosas, devido a formação de um sistema de baixa pressão que dará origem a um ciclone extratropical.

Desta vez, ciclone não deve ser do tipo "bomba"

De acordo com a MetSul Meteorologia, o ciclone não será do tipo “bomba” (com forte queda da pressão atmosférica em pouco tempo, como o da semana passada), mas deve causar transtornos nas regiões metropolitana, dos vales, serra e litoral.

Os meteorologistas da MetSul enfatizam que o sistema desta semana, diferente do último que teve o vento como fenômeno de maior impacto, terá a chuva como reflexo mais importante, o que não significa que não ocorrerão rajadas de vento forte. Algumas cidades, conforme previsões da empresa, poderão ter, em 24 horas, um volume de chuvas de quase dois meses. “Com a chuva da última semana e a de ontem, os rios já estão altos. Outro episódio de chuva volumosa imediatamente após fará crítico o risco de cheias e enchentes”, aponta o texto da Metsul.

Morador próximo, Pedro Schneider observava o nível do Rio dos Sinos na Vila São Geraldo Foto: Diego da Rosa/;GES/Diego da Rosa/GES

Na São Geraldo, moradores atentos

Às margens do Rio dos Sinos, no final da Rua Carlos Bier, na Vila São Geraldo, bairro Feitoria, na tarde desta segunda, um grupo de pescadores falava sobre a possibilidade de inundação na área, que já sofreu enchentes históricas. “Se der a chuva que estão dizendo, vai ser feio mesmo”, comentou o pescador profissional Joel Francisco, 46 anos.

No ponto, o rio apresenta grande profundidade, tanto que há uma escada de sete degraus da beira da rua para a água, Mas ontem, a estrutura já estava quase totalmente coberta pelo rio. Morador próximo, Pedro Schneider, 60, disse que, no inverno, é comum o nível do Rio dos Sinos atingir a beira da rua, como nesta segunda-feira. “Tem que ver onde que vai chover, porque tem muito banhado aqui”, ponderou Schneider, que já teve a casa invadida pela água. “Já tive que sair de caíque pela janela de casa, com água na altura do peito”, contou.

Ele também lembrou que, curiosamente, há poucos dias, os barcos emperravam no rio por conta da estiagem. “Essa seca foi feia de ver. Dava pena, mas o Rio é forte, resistiu e não morreu peixe.”


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