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Notícias | Região Medida de prevenção

Fissura em barragem faz moradores serem removidos de casa em São Francisco de Paula

Das 20 edificações, residentes de duas serão levados a outros locais e de 18 serão notificados nesta quinta-feira

Publicado em: 30.07.2020 às 11:41 Última atualização: 30.07.2020 às 11:47

Em caráter preventivo, Defesa Civil Estadual acionou o plano de ação de emergência Foto: Divulgação Defesa Civil/Divulgação
Moradores das margens do Rio das Antas, em São Francisco de Paula, estão sendo notificados na manhã desta quinta-feira (30) após uma fissura ter sido detectada na Barragem Passo do Meio. Das 20 edificações, residentes de 18 delas serão alertados sobre o risco potencial de inundação e de duas serão removidos a outras casas ou hotéis. O número de pessoas afetadas não foi informado.  

Os órgãos responsáveis pelo monitoramento da situação afirmam que não há risco iminente de ruptura, porém, em caráter preventivo, decidiu-se por acionar o Plano de Ação de Emergência da barragem.

Na quarta-feira (29), a Coordenadoria Regional de Defesa Civil na Serra instalou um Sistema de Comando de Incidentes para gerenciar as ações das cinco equipes responsáveis por realizar as notificações e a remoção das famílias no curso do rio.

Reparos devem levar 20 dias 

Até o momento, a Defesa Civil realizou duas reuniões técnicas com os órgãos de fiscalização e com as Defesas Civis locais, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros Militar. A empresa está adotando medidas de mitigação de risco, com o rebaixamento do nível de água na barragem que apresenta risco e com a abertura de um canal de desvio do Rio das Antas no ponto crítico de forma a permitir o reparo na barragem. A previsão inicial da empresa é de que os reparos levem cerca de 20 dias.

“Estamos monitorando o nível do Rio das Antas nos pontos à montante e à jusante da barragem em conjunto com a Sala de Situação da Sema, de forma permanente, não havendo qualquer anomalia, até o momento, que indique risco adicional”, explicou o subchefe de Defesa Civil do RS, coronel Rodrigo Dutra.

Segundo ele, há três barragens em sequência e a fissura está na barragem mais acima. "Em caso de ruptura total, há mais duas barragens para conter a onda de cheia o que, conforme atesta o empreendedor, traz segurança à operação de evacuação de emergência”, afirma.

Órgãos que apoiam a operação

A operação conta com o apoio e acompanhamento da Sala de Situação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), do Departamento de Recursos Hídricos, da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual.

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