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Notícias | Região Transtorno

Funcionários do pedágio de Campo Bom reclamam de atraso no pagamento do dissídio

Terceirizada que administra a estrutura e Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) realizaram reunião sobre o assunto na última semana; promessa é de colocar a situação em dia 'em breve'

Por Bianca Dilly
Publicado em: 12.10.2020 às 11:52 Última atualização: 12.10.2020 às 12:05

São cerca de 70 funcionários na praça de pedágio de Campo Bom Foto: GES-Arquivo
Funcionários do pedágio de Campo Bom, na RS-239, relatam atraso no pagamento de dissídio. De acordo com uma das trabalhadoras, que prefere não ser identificada, o problema ocorre desde o mês de fevereiro e ainda não tem previsão de ser solucionado. Já outra empregada afirma que o transtorno se arrasta desde o ano passado. A empresa APL Administradora de Pedágios, com sede em Cachoeirinha, é quem gerencia a praça.

Na última semana, a terceirizada e a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), que fez a contratação por meio de licitação, reuniram-se para tratar do assunto. Porém, a situação ainda não foi normalizada. A promessa é de ajustá-la “em breve”.

Uma das funcionárias diz que, mais de meio ano depois do acordo do dissídio, ainda não sabe quando o valor será colocado em dia. “Recentemente comentei sobre a situação e disseram que não teriam dinheiro para arcar com os atrasos. Isso se repete em todos os setores aqui para nós”, comenta.

Segundo outra trabalhadora, já passou da data para o acerto. “O prazo para esse pagamento se expirou em 1º de outubro. Só que a empresa não nos repassou o valor. Além de outros direitos que não são pagos, como insalubridade e periculosidade”, reclama, também pedindo para não ser identificada.

O dissídio seria um acréscimo ao salário em um momento difícil como o atual. “É uma obrigação deles, porque a gente está aqui todos os dias cumprindo horários e ordens. Para nós faria muita diferença. A maioria que está aqui tem filhos, tem outros compromissos. E tudo que o entra para nós, ajuda”, destaca.

Termos aditivos estão sendo assinados

O supervisor da APL, Delmar Antonio Pisatto, diz que a situação deve ser colocada em dia “em breve”. “Foram assinados na última quinta-feira os termos aditivos, ajustando contratos. Assim que a EGR liberar o valor, estaremos acertando com os funcionários”, comunica, sem repassar datas exatas.

Conforme Pisatto, são cerca de 70 colaboradores atuando na praça de pedágio de Campo Bom.

Já a EGR informa que quanto ao aditivo, trata-se de reajuste, que ocorre anualmente com previsão contratual. “No momento estão sendo colhidas as assinaturas dos representantes da EGR e a referida contratada. Para esse reajuste foi utilizado o percentual de 4,11% para o item pessoal, o qual se refere à convenção coletiva de trabalho do período mais recente”, resume, em nota.

A EGR acrescenta que está em dia com os pagamentos da empresa arrecadadora e só tomou conhecimento da reclamação com os pagamentos da empresa arrecadadora no dia 6 de outubro, depois que a reportagem entrou em contato.

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