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Notícias | Região Combustíveis

Combustíveis têm nova alta e devem subir ainda mais

Novo aumento chegando nas bombas

Por Matheus Chaparini
Publicado em: 09.03.2021 às 03:00

Mais um reajuste no preço da gasolina chegará às bombas Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
O preço do combustível vai ficar mais caro novamente a partir de hoje. A Petrobras anunciou ontem novos aumentos de 9,2% para a gasolina e de 5,5% para o diesel.

A partir de hoje, o preço da gasolina na refinaria sobe R$ 0,23 e o do diesel sobe R$ 0,15, o que deve chegar ao consumidor final. Ontem, o litro da gasolina comum custava em torno de R$ 5,35 nos postos de combustíveis de Novo Hamburgo.

O novo aumento segue os preços do petróleo e derivados no mercado internacional, impulsionados pela manutenção do corte de produção dos países exportadores de petróleo (Opep).

O petróleo tipo Brent atingiu ontem os US$ 70 pela primeira vez desde o início da pandemia. O anúncio dessa segunda-feira representa o sexto aumento da gasolina e o quinto do diesel em 2021. E a tendência é de que os combustíveis continuem subindo.

Para o economista-chefe da consultoria ES Petro, Edson Silva, o cenário não indica uma interrupção na sequência de aumentos.

"Não vejo nenhuma perspectiva a médio prazo de o preço do combustível se estabilizar. A menos que aconteça uma situação mundial que inverta a curva de aumento do preço do petróleo. Isso não está no horizonte, pelo contrário, o barril vem batendo sucessivos recordes", avalia Silva.

Política de preços

O economista atribui a instabilidade à política de preços adotada pela direção da Petrobras, vinculada ao mercado internacional.

"A tendência é a desestabilização se aprofundar. Primeiro porque o preço do petróleo está em alta. Segundo porque a atitude do principal sócio da Petrobras, que é o Estado, tem sido desastrosa."

Silva avalia a mudança na presidência da estatal e o decreto que obriga os postos a apresentarem uma placa com a composição do preço como medidas populistas e sem efeito prático.

 

Além dos impostos

Ainda que boa parte do preço final pago pelo consumidor pelo litro dos combustível seja composta por impostos, o economista aponta que a carga tributária não explica a sequência de elevações nos combustíveis.

"No RS, o ICMS aumentou 10,4% no ano, enquanto o preço na refinaria aumentou 45%. Então o problema não está no tributo", conclui.

O Rio Grande do Sul está entre os Estados com maior percentual de ICMS cobrado sobre os combustíveis no País. Em fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Congresso um projeto de lei que propõe que todos os Estados cobrem uma alíquota única do tributo. Hoje, cada Estado define sua alíquota que vale em seu território.

"Não é cabível atribuir disparada de preços à carga tributária. Ela realmente é alta, mas não é novidade, porque é assim nos países desenvolvidos, como forma de inibir consumo e poluição", conclui.


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