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Notícias | Região Economia

Auxílio emergencial deve injetar R$ 230,9 milhões na região

Valor é 85% menor ao pago pelo governo federal ao longo de 2020

Por Débora Ertel
Publicado em: 06.04.2021 às 03:00 Última atualização: 06.04.2021 às 07:16

Auxílio emergencial Foto: Marcello Casal Jr /Agência Brasil

Começa nesta terça-feira (6) o pagamento do novo auxílio emergencial, com quatro parcelas que variam de 150 reais a 375 reais. O diferencial do programa desta vez é que menos pessoas serão beneficiadas e o valor liberado pelo governo federal também encolheu.

O Ministério da Cidadania ainda não divulgou qual recurso que cada município vai receber, assim como o total de beneficiários por cidade. No entanto, já se sabe que em relação a 2020, o número de pessoas que receberão o auxílio a partir de agora caiu 33% e o volume investido teve queda de 85,3%. Desta maneira, a projeção é que a região também receba menos e o impacto na economia não seja tão significativo como no ano passado.

A estimativa, tendo como base os valores pagos em 2020, é que os 44 municípios de cobertura do Jornal NH recebam R$ 230,9 milhões, beneficiando 244,5 mil pessoas. No ano anterior, o benefício, pago a 365,7 mil pessoas, rendeu à região R$ 1,57 bilhão. "É um valor muito menor que o pago anteriormente. Mas o governo teve que estabelecer um teto de gastos porque o deficit fiscal do Brasil está muito alto e o impacto nas contas públicas será forte", avalia o professor e economista da Universidade Feevale, José Antônio Ribeiro de Moura.

Enquanto Novo Hamburgo e São Leopoldo receberam juntas, em 2020, R$ 544,8 milhões, agora a projeção é de receberem R$ 80 milhões, por exemplo.

Para o economista, o auxílio não terá o mesmo impacto que teve na edição anterior. Além dos recursos serem menores, houve um aumento no preço, em especial, na alimentação.

Outro fator é que há mais desempregados. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego no Brasil ficou em 14,2% no trimestre encerrado em janeiro, com 14,3 milhões de pessoas sem emprego com carteira assinada. O maior volume desde 2017. "A economia terá um impulso, pequeno é verdade. Mas qualquer dinheiro que entra ajuda", comenta Moura, avaliando que o dinheiro deverá ser utilizada apenas para as despesas mais básicas.

Ainda segundo o economista, muitas famílias se encontram inadimplentes, o que gera outra situação difícil para a economia. "Infelizmente o brasileiro tem a cultura de vou gastar e depois vou ver atrás", avalia.

Desta vez, serão beneficiadas em todo o País 45,6 milhões de pessoas com R$ 44 bilhões. No ano passado, foram investidos R$ 300 bilhões para 68,2 milhões de brasileiros.

Parcelas

No novo auxílio emergencial, quem mora sozinho terá direito a 150 reais, mãe solteira que sustenta a família, 375 reais, e demais famílias, 250 reais.

O pagamento será de abril a junho e seguirá cronograma estipulado de acordo com o mês de nascimento dos beneficiários.

O recebimento da ajuda está limitado a uma pessoa por família, mesmo que haja mais de um habilitado.


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