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Estudante de 28 anos é vacinada nos Estados Unidos antes do pai, morador de São Leopoldo

Jovem mora em Nova York e já aplicou as duas doses da vacina da Pfizer

Por Micheli Aguiar
Publicado em: 07.04.2021 às 15:18

Luisa logo após a aplicação da primeira dose da Pfizer Foto: Arquivo Pessoal
"Ironia da vida!" É assim que a Luisa Dalla Roza, de 28 anos, fala sobre já estar completamente imunizada contra a Covid-19 e a família ainda não. A jovem mora em Nova York, nos Estados Unidos, e já realizou as duas doses da vacina da Pfizer. O pai, de 59 anos, ainda não está na faixa etária contemplada e a mãe, de 58, por ser psicóloga, já aplicou a primeira dose. Eles moram em São Leopoldo.

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"É muito triste ver que tem muita gente pra se vacinar, que a velocidade aí é bem mais lenta. Minha mãe não sai de casa há um ano, nem minha vó. Meu irmão é transplantado e não tem nem previsão. Já meu pai, segue com o trabalho voluntário dele, que exige estar em contato com as pessoas", afirma Luisa.

Morando desde 2016 nos Estados Unidos, a estudante aplicou as doses da vacina da Pfizer nos dias 2 e 23 de março. "Eu agendei a aplicação da primeira dose e, para a segunda, já saí com a data marcada. Eles deixam bem claro que é 21 dias de intervalo, não é 22 nem 23, mas 21 dias", conta.

Luisa afirma que é "muito boa" a sensação de estar vacinada, mas que precisou de uma semana para "voltar à realidade". "Quando a gente recebe a vacina vem aquela sensação: 'não vou morrer de Covid', mas depois tu começa a pensar nas outras pessoas, no longo caminho que se tem. Então, é preciso seguir com todos os cuidados ainda", pontua. 

A partir desta semana, segundo Luisa, os moradores do estado de Nova York, com mais de 16 anos, já começam a ser vacinados contra a Covid. Uma realidade longe da brasileira. Na região, muitas cidades tiveram que suspender a aplicação da primeira dose por falta de vacinas, entre os municípios, está São Leopoldo, onde vive a família da estudante.

Ainda assim, o pai de Luisa, o empresário Gilmar Dalla Roza, acredita que em "no máximo duas semanas" deva ser imunizado. "Eu estou otimista. Temos a sorte de morar em um Estado pequeno, em números de habitantes, e também por estarmos na região metropolitana", afirma. "Eu ficou aliviado por ela (a filha) estar vacinada, mas tem muita gente que ainda não está. Então, não está tudo bem ainda", conta Dalla Roza, que também atua como presidente voluntario da Horta Comunitária Joanna de Angelis, de Novo Hamburgo.

Pfizer no Brasil

A vacina da Pfizer já tem registro definitivo no Brasil, mas ainda não há doses sendo aplicadas no País. O governo federal fez acordo com a fabricante, que deve entregar 13,5 milhões de doses até junho, sendo a primeira remessa entregue entre abril e maio. Por ora, as vacinas aplicadas no País são a da Coronavac, produzida pelo Butatan, e a Oxford/Astrazeneca, produzida pela Fiocruz.  


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