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'O padre Airton era incansável', diz o bispo diocesano, Dom Zeno Hastenteufel

Religioso morreu na manhã desta segunda-feira em decorrência da Covid

Por Bruna Mattana
Publicado em: 03.05.2021 às 11:54 Última atualização: 03.05.2021 às 12:40

Padre Airton Haack Foto: Divulgação
“O padre Airton era incansável. Ele foi meu braço direito durante 15 anos.” A declaração é do bispo diocesano Dom Zeno Hastenteufel, que descreve o padre Airton Haack, falecido na manhã desta segunda-feira (3), como alguém cheio de vigor, sempre disposto a ajudar.

“Ele foi meu aluno na Teologia de 1991 a 1995, quando foi ordenado padre. Ele iniciou seu trabalho com Dom Osvino, como promotor vocacional e seguiu com afinco quando eu assumi a diocese, em 2007.”

Dom Zeno conta que padre Airton foi assistente do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição em Viamão, depois diretor espiritual do Seminário Diocesano Maria Auxiliadora, de Dois Irmãos. “Ele foi promotor vocacional durante 7 anos. Ao longo desse período formou uma grande rede de animadores vocacionais em toda diocese.”

Em 2009, ele foi nomeado coordenador diocesano de pastoral e reitor do Santuário das Mães, onde atuou durante seis anos. “Nesse período ele desenvolveu um trabalho belíssimo com as missões. Estava sempre comigo na difusão das missões na diocese.”

Atualmente, padre Airton era pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Sapiranga. “Ele sempre me pediu uma paróquia, pois desde que foi ordenado padre nunca tinha estado à frente de uma comunidade. Nomeei ele para lá, que era sua cidade natal. Ele estava muito feliz lá.”

Dom Zeno lembra que foi Airton, quando tinha 18 anos, que escreveu a primeira ata da paróquia São Luiz, no bairro de mesmo nome, em Sapiranga. "Ele era um paroquiano, engajado na comunidade, participava de grupos de jovens, e foi ele que escreveu a ata da primeira capelinha construída naquele local."

Padre Airton faria 58 anos no dia 22 de maio, quando é celebrado o dia de Santa Rita de Cássia, padroeira das causas impossíveis. 

Alemanha

Dom Zeno conta que as comunidades que o padre frequentou na Alemanha ficaram muito comovidas com a notícia do falecimento. "O padre Airton falava muito bem alemão e foi umas sete vezes para a Alemanha, onde ficou em comunidades nos municípios de Hasborn e Theley. Lá fez amizades e era querido por muitos."

Comunidade lamenta

A catequista da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Maria Fátima Guimarães Terra, 60 anos, lamenta a morte do padre. "Ele era o nosso bom pastor. Com essa pandemia ele não poupou esforços em buscar recursos, usando a tecnologia para transmitir suas missas on-line e seguir com as atividades da paróquia. Era um homem de muita fé e tinha muita preocupação em trazer as pessoas para a Igreja. Para nós, catequistas, ele estava sempre buscando o melhor através de cursos e recursos para as crianças."

Ela destaca ainda a organização do padre o e carinho com a comunidade. "Vamos sentir muita falta dele. Estava sempre na linha de frente, nunca recusava nada para ajudar o seu rebanho. Ele fazia visita às pessoas idosas que não conseguiam mais ir à igreja, fazia campanhas em prol dos necessitados. Sempre ia aos hospitais, trazendo conforto aos corações, principalmente nesse momento difícil que estamos vivendo desde o ano passado. Ele não se acomodou. Sempre nos encorajava, dava forças, pedia que tivéssemos fé."

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