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Notícias | Região TESTES E ISOLAMENTO

Centro de triagem da Covid testa positivo 4% dos presos da região

Apenas um dos casos necessitou internação hospitalar. Desde a inauguração, presídio funciona como centro de triagem e isolamento dos presos

Por Renata Strapazzon
Publicado em: 08.07.2021 às 03:00 Última atualização: 08.07.2021 às 08:26

No mês que vem, a Penitenciária Estadual de Sapucaia do Sul (PESS) completa um ano em funcionamento. Desde a inauguração, no dia 28 de agosto de 2020, o local serve como centro de triagem para testes dos detentos e isolamento daqueles infectados pela Covid-19. Até o início desta semana, de acordo com a administradora da casa prisional, Rita Gracieli Leonardi, 3.050 detentos haviam passado pela PESS.

Destes, 133 testaram positivo para a Covid-19, o que representa 4,36% do total de presos já atendidos no local. Apenas um dos casos de infectados com coronavírus se mostrou mais grave, necessitando internação hospitalar. Conforme Rita, o número de infectados se refere às pessoas que chegaram das delegacias já positivadas. Atualmente em torno de 500 homens cumprem pena provisoriamente no local.

Desde que foi inaugurada, penitenciária é usada para quarentena dos detentos da região Foto: Diego da Rosa/GES

Na PESS, os detentos que chegam das delegacias da região cumprem um período de quarentena e são testados. Livres do vírus ou de qualquer sintoma relacionado, os internos são transferidos para as unidades prisionais compatíveis com o perfil de cada um deles. A migração para o modelo convencional de presídio só deverá ocorrer após o fim da pandemia. A partir daí, o local, com capacidade para 600 apenados, receberá presos do regime fechado da área da Vara de Execução Criminal (VEC) de Novo Hamburgo, que compreende cidades como São Leopoldo, Canoas, Taquara e Montenegro, entre outras.

"Ao adotarmos o modelo convencional, passaremos a pautar nosso trabalho de modo a atingir a missão da Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários), a reinserção social. Atuaremos primando pelo cumprimento de pena digno e humanizado proporcionando ao recluso trabalho, estudo, assistência social, psicológica, jurídica, religiosa e de saúde. A isso chamamos de tratamento penal", comenta Rita. "A PESS, em seu modelo convencional, busca ser referência em trabalho prisional na região. Nossa meta inicial é vincular no mínimo 70% dos presos a atividades laborais internas ou através de protocolos de ação conjunta."

Convênio

Conforme Rita, as atividades internas são aquelas que mantém a penitenciária, como produção da alimentação dos presos e servidores, limpeza dos ambientes, manutenção e conservação do local. Já os protocolos de ação conjunta são realizados através de convênios com empresas interessadas em utilizar a mão de obra prisional. Até o momento, a PESS já possui uma empresa conveniada. "Ela é de Sapucaia do Sul e aguarda o encerramento do centro de triagem para iniciar suas atividades. Os presos serão empregados, recebendo 75% de um salário mínimo. A remuneração será destinada à família, uma vez que na PESS não é permitida a entrada de nenhum valor monetário", explica.

Conforme ela, o trabalho será desenvolvido em uma célula no interior da penitenciária. Enquanto não ocorre a migração, segundo Rita, a Susepe, a Secretaria da Administração Penitenciária (Seapen) e a direção da PESS seguem na prospecção de novos parceiros e empresários.

Balanço positivo

Deste quase um ano de trabalho desenvolvido dentro da PESS, Rita faz uma avaliação positiva. Até agora, poucas ocorrências foram registradas no local. No ano passado, em dois episódios em outubro e novembro, detentos atearam fogo nas celas com forma de protestos pela retomada das visitas nos presídios do Estado. Já no início deste mês, dois homens foram presos pela Brigada Militar depois de serem flagrados arremessando drogas e outros objetos para dentro da penitenciária.

“Do quase um ano em que a PESS iniciou suas atividades, posso afirmar que o balanço foi muito positivo. Tivemos pouquíssimas intercorrências, o que considero natural dentro do ambiente prisional, principalmente em um estabelecimento novo”, avalia Rita. “Acredito que a missão enquanto Centro de Triagem está sendo cumprida, conforme o planejamento e a estratégia da instituição. Quero reforçar também as parcerias formadas na região com as vinculadas da Segurança Pública (Polícia Civil, Brigada Militar, Guarda Municipal), e da Secretaria Municipal de Saúde”, reforça.

Ações de valorização aos reclusos

A PESS conta com apoio de diversos parceiros que, desde a inauguração, vêm desenvolvendo ações de valorização aos reclusos que já desempenham atividades laborais internas. Estas ações envolvem, por exemplo, um curso profissionalizante de barbeiro, ministrado por um voluntário da Igreja Universal. Além disso, conforme Rita, também já teve início no local um projeto chamado Semeando Vidas, o qual contempla a execução de uma horta, que proverá hortaliças para a alimentação dos próprios internos e servidores e, futuramente à comunidade.

Este projeto, segundo ela, conta com a parceria da Secretaria Municipal de Agricultura de Sapucaia do Sul e das igrejas Universal e Assembleia de Deus. “Também a Comissão do Jovem Advogado, da OAB Seccional Sapucaia do Sul, já submeteu seu projeto à Susepe para desenvolver uma série de ações voltadas para o público

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