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Notícias | Região Apenas 7 anos

'Criança vivia sob intensa tortura', diz delegado após mãe confessar morte de filho

Mãe confessou crime à investigação; buscas pelo corpo são feitas no Rio Tramandaí

Por Juliana Flor
Publicado em: 30.07.2021 às 08:33 Última atualização: 30.07.2021 às 13:07

A investigação sobre o desaparecimento de um menino de 7 anos – que teria tido o corpo jogado no Rio Tramandaí pela mãe – aponta indícios de intensa tortura. O delegado de Imbé, Antônio Ractz Júnior, que está à frente do caso, afirma que, em todos os anos de atuação na Polícia Civil, nunca tinha se deparado com uma situação tão cruel quanto esta.

Sacola que teria sido usada para colocar a criança Foto: Polícia Civil/Especial

"A criança vivia sob intensa tortura física e psicológica", descreve, destacando a frieza da mulher. Segundo infromações apuradas até o momento, a mulher e a companheira, de 26 e 23 anos, respectivamente, registraram o desaparecimento da criança na noite desta quinta-feira (29). A mãe alegou que o menino estava sumido há 48 horas e, por este motivo, teria procurado a Polícia.

Após questionamentos, ela confessou que a vítima, na verdade, estava morta e que o corpo havia sido colocado em uma sacola de viagem que foi jogada no Rio Tramandaí, entre as cidades de Imbé e Tramandaí. As informações preliminares são de que a morte teria ocorrido entre a terça e a quarta-feira, o que ainda é investigado. 

Sobre a causa da morte, Ractz explica que ainda não está bem esclarecida e que será necessária a localização do corpo. Entretanto, uma das hipóteses é a de inanição. "A mãe relatou que deu remédio para a criança, que estava nervosa e tremendo." Ao ser perguntada sobre o motivo de não tê-la levado a um médico, ou chamado uma ambulância, disse que, como havia batido na criança e ela estava com marcas, ficou com medo de ser presa.

No depoimento, a mãe falou que a criança tinha intolerância a alimentos, que estava fraca, magra, há dias sem comer e com hipotermia. Aos investigadores, ela afirmou que amarrava as portas de um armário e deixava a criança lá.

A família, que era de Porto Alegre, morava em Imbé há pouco tempo.

Nesta manhã, o Corpo de Bombeiros de Tramandaí seguia com as buscas, iniciadas por volta das 23 horas de ontem. A sacola em que o corpo teria sido colocado foi localizada na margem do rio.

A mãe, que não teve o nome informado, foi presa em flagrante. A investigação está em busca de mais provas e ouvirá testemunhas. A companheira, segundo o delegado, é ininputável.

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