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Baleias-francas são flagradas se divertindo no litoral norte

Mãe e filhote foram vistos no Balneário Tiarajú, em Tramandaí

Por Ubiratan Junior
Publicado em: 30.08.2021 às 13:41 Última atualização: 31.08.2021 às 07:04

Na última sexta-feira (27), duas baleias-francas austrais foram vistas no Balneário Tiarajú, em Tramandaí, no litoral norte. As imagens foram registradas pelo publicitário e fotógrafo Marcelo Langon. No inicio do mês, a espécie já havia sido vista em Capão da Canoa

“Elas passavam de uma cor para outra dando fortes rabanadas, como se estivessem querendo misturar as águas”, conta o publicitário. Langon afirma que trata-se de uma baleia mãe e seu filhote.  

A bióloga do Centro de Estudos Costeiros, Linmológicos e Marinhos (Ceclimar), Valentina Santos, confirma que os animais são da espécie de francas-austrais. Ela explica é comum elas virem ao nosso litoral para se alimentar e reproduzir.

Langon trabalha há cerca de dois anos como fotógrafo ambiental, especificamente na identificação de baleias-francas e afirma que os animais podem ser identificados através das calosidades que possuem na cabeça. Por conta disso, ele conta que a cada temporada as baleias podem receber nomes. “A mamãe baleia recebeu o nome de Chocolatão e seu filhote, um macho, de Chocolate", finaliza.
 

Saiba mais sobre as baleias-francas austrais

As baleias-francas podem atingir mais de 17 metros de comprimento nas fêmeas, que costumam ser maiores que os machos. O corpo delas é negro e arredondado, sem aleta dorsal e cabeça ocupa quase um quarto do comprimento total. A grande curvatura da boca abriga pendentes, cerca e 250 pares de cerdas da barbatana, que são ásperas e na sua maior extensão negro-oliváceas.

As fêmeas podem pesar mais de 60 toneladas enquanto os machos atingem cerca de 45 toneladas.
As nadadeiras peitorais são com formato trapezoidal e a cauda é larga, pontuda e toda preta. O “borrifo” dessa espécie é bastante característico, em forma de “V”, e chega atingir de 5 a 8 metros. O som causado pode ser ouvido muitas vezes a centenas de metros.

Estima-se que a gestação da espécie esteja em torno dos 12 meses, que corresponderia à sazonalidade de sua migração de retorno às áreas de reprodução, onde permanecem no inverno e primavera. A reprodução é poliândrica, ou seja, o acasalamento ocorre com diversos machos cortejando uma única fêmea.

As fêmeas e seus filhotes permanecem em zonas costeiras de pouca profundidade até o final da temporada reprodutiva.

*Com informações do Projeto ProFranca

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