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Notícias | Rio Grande do Sul EDUCAÇÃO

Governo vai contratar quatro mil professores para reforçar ensino

Ênfase nas áreas de português e matemática faz parte de programa de investimentos anunciado nesta quinta (14)

Por Débora Ertel
Publicado em: 15.10.2021 às 03:00

Contratação de quatro mil professores de português e matemática, Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar (Saers) anual ampliado para escolas municipais, bolsa de formação para docentes e criação de bolsa permanência na escola para os alunos do ensino médio. Essas são algumas das medidas do programa Avançar do governo do Estado.

Avançar na Educação
Avançar na Educação Foto: Arte Alan Machado/GES

Até o final de 2022, o programa deve injetar R$ 1,2 bilhão na educação gaúcha. O plano estratégico é dividido em seis eixos de atuação.

"Esse é o maior investimento dos últimos 15 anos", disse o governador Eduardo Leite, ao lado da titular da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Raquel Teixeira.

O anúncio das ações foi realizado na manhã de ontem no Palácio Piratini, em evento restrito com transmissão pelas redes sociais, e contou com a participação de educadores e alunos, além de representantes da área do ensino.

Conteúdo básico

Os 4 mil novos educadores terão a missão de atender o aumento da carga horária nas disciplinas de matemática e língua portuguesa, apontadas como fundamentais para o desenvolvimento dos demais conteúdos.

Dentre as novidades está o anúncio da criação de 56 escolas padrão, sendo três delas na região: Escola Princesa Isabel, de Estância Velha; Escola Figueiras, de Igrejinha; e Escola Orestes Leite, de São Francisco de Paula.

Os colégios serão totalmente remodelados em relação à infraestrutura e conectividade, com banheiros acessíveis, refeitórios, paisagismo de baixo custo e espaço coberto para atividades físicas e de lazer.

Segundo Leite, as unidades serão protótipos para que o projeto possa avançar para mais escolas no futuro.

Estudo

A seleção foi realizada a partir do Índice de Infraestrutura das Escolas calculado pelo Departamento de Economia e Estatística, com pelo menos um representante por coordenadoria regional.

Além disso, a verba de autonomia financeira, recurso que as escolas recebem para investir onde há mais urgência sem interferência da Seduc, vai triplicar.

Conforme Leite, o valor médio recebido em cada uma das 2.376 escolas, que antes era de R$ 38 mil, passará para R$ 124,5 mil.

*Colaborou: Matheus Chaparini

Sobre o ensino profissional

Uma medida que pode impactar na região é a revisão dos cursos da educação profissional, que receberão R$ 500 mil.

Na avaliação do Estado, há instituições que ofertam qualificação que não se enquadra com a vocação econômica do local onde estão instaladas.

Além disso, haverá investimento de R$ 20 milhões no pós-ensino médio, o chamado quarto ano, com cursos de reforço à aprendizagem para suprir as deficiências que a pandemia criou a partir das aulas remotas.

Professores reagem ao anúncio do Estado

Na apresentação do programa, foram salientados o uso da tecnologia em aula e a modernização do ensino, como formas de garantir aprendizagem com qualidade.

Ainda durante o anúncio de ontem, entretanto, professores que acompanhavam a transmissão fizeram críticas. Um dos pontos é que não houve anúncios de reposição salarial, nem ações específicas para recuperação de escolas sucateadas.

"A live do governo sobre as escolas fala em espaço maker, escola do amanhã, robótica e tecnologia. Mas essa é a realidade da escola 'padrão' governo", postou o Cpers, com a imagem de um banheiro depredado e água da chuva descendo pelo suporte de lâmpada.

Recentemente, reportagem mostrou a situação da Escola Portão Velho, em Portão, e do Colégio Dr. Paulo Ribeiro Campos (Polivalente), em Montenegro, fechadas há mais de um ano por falta de energia elétrica.

Mais tecnologia nas salas de aula

A intenção do Estado é mudar o conceito de laboratório de informática e fazer com que a tecnologia fique dentro da sala de aula.

Sendo assim, serão investidos R$ 128 milhões na aquisição de chromebooks, com o mínimo de 30 equipamentos por escola. Colégios maiores deverão receber mais unidades.

O programa prevê a implantação de Plano de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI) em 500 escolas, num total de R$ 12,5 milhões.

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