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Notícias | Região MAUS-TRATOS

Mãe espancava e fazia filhas comerem no chão com ajuda da companheira em Sapiranga

Meninas de 7 e 10 anos eram espancadas a socos e pauladas e ainda eram colocadas de castigo com os joelhos sobre tábua

Por Juliana Flor
Publicado em: 25.11.2021 às 11:29 Última atualização: 25.11.2021 às 11:46

Duas crianças vítimas de maus-tratos foram resgatadas pelas autoridades em Sapiranga, no Vale do Sinos. A suspeita é de que a mãe e a companheira agrediam as meninas, de 7 e 10 anos. O casal foi preso na noite de segunda-feira (22) após denúncia de testemunhas e do Conselho Tutelar do município. Elas foram detidas em casa, em uma área irregular no bairro Porto Palmeira.

Mãe e companheira foram presas por agressão a meninas de 7 e 10 anos
Mãe e companheira foram presas por agressão a meninas de 7 e 10 anos Foto: Polícia Civil/Reprodução

Segundo a Polícia Civil, as meninas tinham hematomas por todo o corpo e sinais de desnutrição. As crianças contaram que eram espancadas a socos e pauladas. Os relatos foram confirmados informalmente pela mãe, de 30 anos, e a companheira, de 43, revela o chefe de investigação da Delegacia de Polícia (DP) de Sapiranga, o inspetor Carlos Medeiros.

"Quando as crianças começaram a falar, contaram que a 'tia' [companheira da mãe] pegava pela orelha e dava socos no rosto", descreve Medeiros. O laudo do atendimento médico da menina de 7 anos fala de 'hematoma importante' em uma das orelhas e no rosto. As duas vítimas ainda tinham marcas nas nádegas, joelhos, ombros e pernas.

De acordo com Medeiros, alegaram motivos banais para as agressões. O flagrante foi feito pelo delegado plantonista Kevin Allysson Garcia, que registrou a prisão pelo crime de Tortura (art. 1º, inciso II, da Lei nº 9455/97). Segundo ele, por meio do prontuário médico e dos depoimentos, "constatou-se a gravidade dos fatos e o intenso sofrimento físico e psicológico sofridos pelas crianças".

Em uma das situações de violência, elas chegaram a raspar e vender o cabelo das crianças e justificaram que fizeram isso como punição por "mau comportamento". "Elas tinham cabelos compridos até a cintura. Elas rasparam e venderam", conta o delegado.

A investigação segue sob responsabilidade da DP de Sapiranga.

Os nomes das suspeitas não foram divulgados para preservar a identidade das vítimas.

Castigos

Além dos espancamentos, as meninas tinham que ficar de joelhos em cima de tábua e eram alimentadas no chão como forma de castigo.

Elas também eram ameaçadas, caso contassem sobre as agressões, principalmente quando o Conselho Tutelar visitava a residência para verificar o comportamento das mulheres.

Na última segunda-feira, depois nova denúncia, o Conselho Tutelar viu os hematomas pelo corpo das crianças e chamou a Polícia Civil.

As agressoras foi presas e levadas ao sistema prisional, segundo a PC.

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