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Notícias | Região GOLPE DA ARARA

Criminosos da região que compram e não pagam voltam a atacar empresas

Uma pessoa foi presa em operação da Polícia Civil; mandados foram cumpridos em Cachoeirinha, Canoas, Caxias do Sul, Esteio, Gramado, Gravataí, Porto Alegre e Palhoça, em Santa Catarina

Publicado em: 14.12.2021 às 10:26

Estelionatários da região que compram e não pagam, crime conhecido como golpe da arara, foram alvo da Operação Reinserção da Polícia Civil na manhã desta terça-feira (14). Os agentes cumpriram 21 mandados de busca e apreensão em Cachoeirinha, Canoas, Caxias do Sul, Esteio, Gramado, Gravataí, Porto Alegre e Palhoça, em Santa Catarina.

Polícia Civil faz buscas na região
Polícia Civil faz buscas na região Foto: Polícia Civil/Reprodução

Na ação, uma pessoa foi presa por posse de armamento restrito. Também foram apreendidas anotações de transferência de veículos, produtos sem notas fiscais, celulares e munições. 

Conforme o delegado Alexandre Fleck, titular da Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto de Cargas (DRFC), grande parte dos mandados foram cumpridos nos municípios de Cachoeirinha e Gravataí.

O delegado explicou que as investigações começaram em 2020, quando os agentes interceptaram conversas sobre o "golpe da arara", que usava o nome de uma grande rede de supermercados para obter, de forma ilícita, cargas de peixes e queijos. Na época, as mercadorias foram apreendidas em supermercados de Cachoeirinha e Esteio.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil interceptou nova ação do grupo criminoso, desta vez em Santa Catarina, em Palhoça. “Trata-se de uma organização criminosa estável e atuante na prática de reinserção de mercadorias ilícitas no comércio regular do Estado”, afirma o delegado Alexandre.

Entre os produtos apreendidos nesta manhã, estavam jogos eletrônicos e itens de higiene pessoal.

O nome do preso não foi informação pela PC.

Investigação

Em maio de 2020, foram recuperadas mais de oito toneladas de pescado na cidade de Porto Alegre, sendo presas duas pessoas. As cargas estavam em um depósito no bairro Navegantes e em um estabelecimento comercial na Ceasa.

No mesmo local, foi encontrada uma carga de sucos, que os policiais descobriram se tratar de produto de crime. Na época, foi apresentada nota fiscal falsa para comprovar a suposta origem lícita das mercadorias.

No mês seguinte, foram encontradas mais mercadorias provenientes do mesmo golpe, se tratando de pescados e queijo, em dois supermercados da mesma rede. Um em Cachoeirinha e outro em Esteio. Ocorreram novas prisões.

Duas semanas depois, novos flagrantes de receptação destas mercadorias foram efetivados, desta vez na cidade de Caxias do Sul.

Entenda o golpe da arara

Conforme a Polícia Civil, o "golpe da arara" é aquele em que os estelionatários criam uma empresa legal, com o único fim de aplicar golpes. Em grande parte dos casos, usam documentos falsos ou furtados. Os ramos preferidos são mercados, empresas de representação comercial, distribuidora de alimentos, de material de construção, de gêneros alimentícios e do ramo agrícola.

Os golpistas, durante meses, efetuam compras no mercado de forma correta, pagando sempre à vista ou dentro do prazo estabelecido, conquistando a plena confiança do cliente. Em seguida, com a confiança do cliente já conquistada, os criminosos encomendam grandes estoques, de diferentes empresas, pagando com cheques pré-datados ou notas promissórias, e desaparecem da cidade com as mercadorias, as quais serão revendidas por preços abaixo da tabela.

As vítimas, ao perceberem que caíram em um golpe, gritam como a arara, razão pela qual o golpe leva este nome.

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