Publicidade
Botão de Assistente virtual
Notícias | Região GASOLINA NAS ALTURAS

Combustíveis têm ICMS novo, mas preços ainda são velhos em Novo Hamburgo

Alíquota sobre combustíveis reduziu de 30% para 25%, mas reflexo ainda não é sentido pelos consumidores

Publicado em: 03.01.2022 às 05:00 Última atualização: 03.01.2022 às 10:41

A expectativa de que os preços dos combustíveis caíssem a partir do dia 1º de janeiro ainda não se confirmou. A possibilidade surgiu no Estado a partir da diminuição da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que passou a vigorar em 2022: de 30% para 25%.

Preço dos combustíveis em 2 de janeiro de 2022
Preço dos combustíveis em 2 de janeiro de 2022 Foto: João Linden/GES-Especial
A queda de preço na bomba de gasolina, porém, só deve ser sentida a partir da segunda quinzena de janeiro, conforme previsão do subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira. "A partir de conversas com o setor de postos de combustíveis e de análise sobre o ciclo de consumo, acreditamos que esses valores mais baixos devam começar a ser praticados em 15 dias", projetou o subsecretário.

E os valores mais baixos citados por Pereira devem representar uma queda de 44 centavos por litro de gasolina, por exemplo. "O preço médio na Região Metropolitana, que é de R$ 6,89, deve chegar a R$ 6,45."

O Sulpetro, sindicato que representa os postos de combustíveis, ressalta que não interfere nos preços praticados pelos estabelecimentos. A entidade explica por meio de sua assessoria de imprensa, contudo, que uma eventual alteração de valores leva em consideração uma série de fatores, como os estoques, por exemplo.

A Secretária da Fazenda (Sefaz) do Estado também utiliza os combustíveis armazenados para justificar o prazo entre a queda do ICMS até a baixa de preço. "O combustível que está nas bombas agora fora comprado com o ICMS de 2021", explica a assessoria da Sefaz.

"Muitos postos receberão cargas a partir de segunda-feira (3). Uma mudança de preços dependerá dos custos de aquisição pago pelos postos e suas respectivas estratégias de mercado", acrescentou a Sulpetro.

Tudo exatamente igual

Preços do litro da gasolina praticados em nove postos de combustíveis da região central de Novo Hamburgo:

Endereços pesquisados em 31/12/2021 e 2/1/2022

'Para mim já tem gostinho de preço baixo'

A reportagem do Jornal NH visitou nove postos de combustíveis da área central de Novo Hamburgo na sexta-feira (31), último dia de 2021, para conferir os preços cobrados pelo litro da gasolina. No domingo (2), voltou aos mesmos estabelecimentos e a constatação foi rápida e fácil: nenhuma alteração, nem para mais e nem para menos. Todos os estabelecimentos mantinham o mesmo preço médio: R$ 6,57.

Em um desses locais o mecânico e borracheiro Josué Issler Machado enchia o tanque de seu carro. Ele conta que não sabia que há previsão de queda nos preços dos combustíveis, mas que já sentia o "gostinho de preço mais baixo."

Sou morador do bairro Guajuviras, em Canoas. E por lá o preço médio da gasolina está bem mais alto. Já cheguei a pagar R$ 6,89 o litro", conta.

Ele não veio a Novo Hamburgo só para abastecer o carro. Junto com ele no automóvel estavam a esposa Giane e os filhos Lauren e Kaleb. A família ia a Sapiranga encontrar o refresco em piscinas da cidade quando precisou abastecer o veículo.

Machado lamenta, porém, que momentos como esse, de lazer em família, estão cada vez mais difíceis em função da alta geral no preço de produtos. "Não é só a gasolina. Está tudo muito caro. Está demais. Temos que espremer cada vez mais o orçamento da família", reclama.

Preço do GNV deve aumentar

Se a tendência é de que os combustíveis caiam de preço nos próximos dias, o Gás Natural Veicular (GNV) deve ir no caminho contrário. Na última semana, a Petrobras informou que o valor do GNV seria ajustado em 50%, assim como o gás de cozinha e o industrial. A estatal, que inicialmente queria um reajuste de 200%, justifica que o aumento pela escassez do produto no mundo, o que gerou alta de custos e do preço no mercado internacional. A cotação mais elevada do dólar frente ao real também teve influência.

'Talvez fique igual a gasolina'

Muito utilizado em veículos de uso profissional por sua economia, o GNV pode deixar de ser tão vantajoso a partir desse reajuste. O motorista de aplicativos Caio Gabriel Back disse que não sabia do aumento. Ele relata que precisa abastecer o seu carro todos os dias para poder trabalhar e já se questiona se seguirá utilizando o gás.

"Uso o gás por ser mais econômico. Minhas corridas acabam rendendo mais no final do mês. Mas se subir, talvez fique igual a gasolina", comparou o motorista.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.