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Notícias | Região SULGÁS

GNV ficará mais caro no Rio Grande do Sul com aprovação de reajuste

Postos de combustíveis pasarrão a pagar R$ 3,0384/m³ pelo gás natural veicular

Publicado em: 11.01.2022 às 14:55 Última atualização: 11.01.2022 às 15:44

Foi aprovado na tarde desta terça-feira (11) o reajuste de 27,99% no preço do gás natural veicular (GNV) em todo o Rio Grande do Sul. Por unanimidade, os conselheiros da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) acataram o pedido feito pela Sulgás ainda em dezembro. Com isso, o custo do combustível da distribuidora para os postos de combustíveis passa de R$ 2,3740/m³ para R$ 3,0384/m³ a partir da publicação da decisão no Diário Oficial do Estado (DOE), que segundo a Agergs, pode acontecer nesta quarta-feira (12).

Abastecer com gás natural fica 27,99% mais caro a partir deste mês.
Abastecer com gás natural fica 27,99% mais caro a partir deste mês. Foto: Eduardo Amaral/Especial

O pedido de reajuste da Sulgás busca recompor os preços após um reajuste de 50% nos contratos com a Petrobras, empresa responsável pelo fornecimento do GNV para a Sulgás, recentemente privatizada. Após a alta proposta pela estatal nacional, a empresa gaúcha apresentou a proposta de reajuste ao consumidor final para manter as margens de lucro com o fornecimento do GNV. O pedido apresentado a Agergs prevê um aumento em duas etapas, a primeira em janeiro e em agostoe está prevista uma reavaliação deste valor.

Motorista de Uber de Novo Hamburgo, Valdeci Silva, 48, investiu R$ 3 mil para instalar o equipamento de gás em seu veículo. “Fiz isso pelo preço, mas se subir muito pode começar a não valer a pena e vou voltar para a gasolina”, reflete ele. Atualmente, ele gasta cerca de R$ 70 para rodar cerca de 250km. Mas além do investimento feio há três anos, ele precisa desembolsar um valor anual para a vistoria do veículo. Neste ano, o valor foi de R$ 260, e este conjunto de custos podem fazer ele retornar para o uso de gasolina. “Tem toda a questão do desgaste do carro, se ficar muito caro eu prefiro voltar para a gasolina.”

Já o mecânico Ziemmermann, 51, diz que, mesmo com o aumento de quase 30%, diz que não pretende deixar de abastecer a sua Belina com GNV. “Procurei uma com gás mesmo justamente pelo preço. Mesmo subindo o preço, ainda acho que vale a pena”. Ziemmermann comprou o veículo, que também pode ser abastecido com álcool, há três meses e diz gastar cerca de R$ 55 para rodar 180km.

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