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Notícias | Região ECONOMIA

Municípios se unem para economizar nas compras

Consórcios regionais reduzem custo com licitações em conjunto

Por Eduardo Amaral
Publicado em: 14.02.2022 às 03:00 Última atualização: 14.02.2022 às 07:31

Os consórcios entre municípios se tornaram uma alternativa para que as administrações consigam economizar na compra de produtos para atender a população. Apenas o Consórcio Público da Associação dos Municípios do Vale do Rio do Sinos (CP Sinos) possibilitou aos seis associados uma economia de R$ 3,3 milhões em três processos de compra em 2021. Os números dizem respeito à aquisição de EPIs e fraldas, além de testes PCR para detecção da Covid.

Testes de PCR entre os insumos incluídos nas compras
Testes de PCR entre os insumos incluídos nas compras Foto: ITAMAR AGUIAR/PALÁCIO PIRATINI-arquivo

Somente em testes PCR, o preço negociado pelo CP Sinos foi de quase 50% do praticado no mercado, com cada unidade sendo comprada por R$ 64,90. O pregão eletrônico possibilitou a compra de 20 mil testes, e até mesmo governos que não estão no consórcio foram beneficiados e puderam aderir à ata de compra. De acordo com o levantamento do CP Sinos, a economia total gerada por esta ata foi de R$ 1,4 milhão.

Atualmente, dos 13 municípios ligados à Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvars), seis aderiram ao CP Sinos. Destes, Novo Hamburgo foi o que teve a maior economia em valor global, R$ 975,3 mil segundo levantamento do CP Sinos.

Percentual

O caso do CP Sinos não é isolado, pois de acordo com a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), um consórcio intermediado por ela conseguiu uma economia de 14% na aquisição de remédios. Na licitação, Consórcio Metropolitano da Granpal economiza 14% com aquisição de medicamentos

Em outro material, enviado pela Granpal, a informação é que o Consórcio Metropolitano da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) obteve uma economia de 14% através de licitação para a compra de medicamentos básicos.

O valor orçado para a compra foi de R$ 110,5 milhões, uma redução de R$ 13,6 milhões em comparação com contratos individuais. A medida reuniu 18 municípios consorciados à Granpal, além das cidades do próprio CP Sinos e Consórcio Municipal da Região do Pampa Gaúcho (Codepampa).

Como sistema coletivo funciona

De acordo com técnicos do CP Sinos, a economia nas licitações é possível pelo fato de as compras serem coletivas. Se cada município tivesse que negociar diretamente a aquisição destes materiais e medicamentos, as compras se dariam em menor volume e, portanto, a tendência é de um valor maior.

Quantidade

Com a negociação via consórcios, as licitações são feitas em volumes maiores, para atender todos os municípios interessados, o que se traduz em uma redução de valor. Após a licitação ser feita, cada município que aderiu ao processo é autorizado a comprar via consórcio, pagando assim preços mais baratos. Em alguns casos, mesmo municípios não consorciados recebem autorização para comprar pela licitação coletiva.

Resultados podem ser vistos no Vale do Sinos

Seis municípios integram o CP Sinos: Araricá, Campo Bom, Dois Irmãos, Estância Velha, Novo Hamburgo e Sapiranga. Nas licitações de 2021, o maior destaque em economia, de acordo com o levantamento do Consórcio, foi Novo Hamburgo, que teve uma redução de R$ 975,3 mil segundo a projeção do CP Sinos.

Sapiranga aparece na sequência com economia de R$ 527,3 mil. Esses valores são projetados, já que o Consórcio não registra a quantidade efetivamente comprada.

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