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Notícias | Região VALE DO PARANHANA

Colecionarte reúne em Igrejinha apaixonados pelas mais diversas coleções

Evento segue até as 17 horas deste domingo (15) no Parque da Oktoberfest

Por Adriana Lima
Publicado em: 14.05.2022 às 18:44 Última atualização: 15.05.2022 às 18:54

Uma reunião de apaixonados por selos, moedas, carrinhos, bonecas, suculentas, revistas, bonecos de super-heróis, carros antigos e uma infinidade de itens que podem se transformar em uma coleção. Esse é o cenário do 7º Colecionarte, realizado neste fim de semana no Parque de Eventos Almiro Grings, em Igrejinha. O evento segue até as 17 horas deste domingo (15), com entrada gratuita.

Sábado com vários visitantes no 7º Colecionarte
Sábado com vários visitantes no 7º Colecionarte Foto: Adriana Lima/GES-Especial
"É uma forma de contar a história da humanidade através de elementos com significado. Temos 61 expositores e mais de 200 tipos de coleções e, além da exposição, o colecionador pôde também pôr itens à venda, cobrindo o custeio através da venda de algum item", destaca o secretário de Turismo e Cultura de Igrejinha, Juliano Müller. 

O presidente da Associação dos Amigos da Cultura, História e Colecionismo (Asachic), Luiz Carlos Zimmer, detalha que há participantes de Vera Cruz, Taquara, Porto Alegre, Canoas, Montenegro, Lajeado e Criciúma, além, é claro, do próprio município. "O Colecionarte começou com uma estrutura menor, mas, justamente por misturar três pontos – história, cultura e coleções –, acaba despertando curiosidade e vai aumentando o laço de amigos, formando essa rede", afirmou. 

Evento democrático

O prefeito de Igrejinha, Leandro Hörlle, esteve presente no evento no sábado e ressaltou o quanto a comunidade local aprecia o Colecionarte. "É um dos eventos mais queridos pela população de Igrejinha justamente porque é democrático, porque integra desde a criança até a pessoa da melhor idade, todos têm algum tipo de interesse. E por ser um evento de multicolecionismo atrai todos os públicos, não fica restrito a um segmento específico, preservando essa memória histórica, cultural, afetiva que temos aqui."

Müller, Hörlle, Lopes e Matos na visita neste sábado ao Colecionarte
Müller, Hörlle, Lopes e Matos na visita neste sábado ao Colecionarte Foto: Adriana Lima/GES-Especial
"O Colecionarte abre as comemorações do município de Igrejinha. Amanhã (domingo), tem meia maratona; depois, teremos Igrejinha MIX, a Feira do Livro... Estamos muito felizes", acrescentou o vice-prefeito João Lopes.

E mesmo antes do término do encontro, as autoridades já planejam a edição 2023. "Para o ano que vem, temos os colecionadores fieis, que estão conosco desde 2014, mas estamos pensando numa ampliação do evento, tendo em vista que o espaço está bem tomado e já começa a ficar pequeno. Então, teremos novidades que serão anunciadas em breve. E lembrando que aqui tem coisas antigas, mas também bem atuais", pontuou o coordenador municipal de Cultura de Igrejinha, Maxwel de Matos.

Algumas histórias de colecionadores

Nos trilhos da infância

Antônio preserva uma verdadeira paixão pelas ferrovias
Antônio preserva uma verdadeira paixão pelas ferrovias Foto: Adriana Lima/GES-Especial

O autônomo Antônio Carlos Teixeira de Souza Júnior, 60 anos, de Taquara, levou a sério uma brincadeira de infância. Bisneto, neto e filho de ferroviários, ele viu o seu dia a dia perto dos trilhos se tornar uma coleção de miniaturas de itens ligados às ferrovias. Dos antigos ferromas a placas de cruzamento das estradas com ferrovias, ele mergulha diariamente neste universo da maria-fumaça.

“Meu avô era maquinista, me criei nesse meio e fui colecionando fotos e vídeos e depois os itens de ferrovia. Isso aqui é a minha infância, essa paixão por trens é história, é amor, é a preservação das ferrovias, coisa que muitas crianças hoje em dia nem sabem o que é”, conta.

Encantos da luz e do fogo

Alexandre e seu abajur a gasolina, fabricado em 1912 nos Estados Unidos
Alexandre e seu abajur a gasolina, fabricado em 1912 nos Estados Unidos Foto: Adriana Lima/GES-Especial

Segurando um abajur a gasolina, fabricado em 1912 nos Estados Unidos, o médico Alexandre Corrêa Fernandes, 48, de Igrejinha, mostra sua coleção encantadora com peças como lamparina, lampião, fogareiro, aquecedor e fogão, a maioria deles a gasolina ou a querosene. Ele tem 100 peças e se maravilha com a possibilidade de tanta coisa feita há alguns anos que não necessitava de energia elétrica. Até um projetor de sildes a querosene, em funcionamento, integra a coleção. “Antigamente se tinha de tudo a querosene, até geladeira, então eles usavam o fogo para fazer gelo, isso é fantástico”, conta o médico, acrescentando que sua primeira peça foi um fogareiro a querosene herdado da avó.

Caixas de fósforo de todos os tipos

José Luis e sua caixa de fósforos para lareira, da Inglaterra, que estampa a caça à raposa, em 1940
José Luis e sua caixa de fósforos para lareira, da Inglaterra, que estampa a caça à raposa, em 1940 Foto: Adriana Lima/GES-Especial

A coleção de caixas de fósforos do coordenador de compras José Luis de Avila, 56, de Dois Irmãos, é tão ampla que ele resolveu levar para a exposição em Igrejinha apenas parte do acervo, com o tema esportes vistos em caixas de fósforos. Estampando as peças, brasões e imagens de times de futebol, do basquete americano, jogadores da seleção de 70, modalidades olímpicas e até um tributo a Ayrton Senna.

E ele já repassou à filha o amor por colecionar. “Com 16 anos, ganhei de aniversário de uma viúva 300 caixinhas de fósforo russas, daí comecei a juntar, a pesquisar, conheci outros colecionadores e desde cedo ensinei minha filha, que hoje tem 24 anos, a também gostar de coleções. Hoje ela é apaixonada por moedas do Brasil”, conta o filamenista, nome dado ao colecionador de caixas de fósforo.

E José Luis tem a sua preferida sim. “É uma dos Fósforos Cometa, de Porto Alegre, de 1925. Através dela eu fiz muitos contatos e amigos, então é muito especial para mim”, diz. A mais antiga é uma caixinha de 1860. Para a foto, ele escolheu mostrar uma caixa de fósforos para lareira, da Inglaterra, que estampa a caça à raposa, em 1940.

Trocas e contatos

Acreano (à esquerda) mostra uma das moedas de sua coleção ao Rubem
Acreano (à esquerda) mostra uma das moedas de sua coleção ao Rubem Foto: Adriana Lima/GES-Especial

A feira também abriu espaço para comercialização de produtos colecionáveis, o que agradou ao bancário aposentado Rubem Lelling, 72, de Igrejinha, que tem uma pequena coleção de moedas e selos. Ele parou na banca do professor de Física, Acreano Meneghello, 60, de Porto Alegre, para conhecer as moedas. “A gente até se perde, é muita coisa para olhar e as moedas sempre me atraíram, tenho algumas do tempo do Império. A gente que saber a história do ser humano por trás daquela moeda, tudo sempre é criado com um porquê”, diz Rubem. Já Acreano diz que expõe, vende ou troca as peças levadas nessa primeira participação no Colecionarte, todas muito bem cuidadas e admiradas. “Desde criança eu achava lindas as paisagens nas moedas e cédulas, me apaixonei e fui colecionando”, conta.

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