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Notícias | Região ALTA DO DIESEL

Deputado gaúcho ligado aos caminhoneiros não descarta paralisações no País

Eleito na onda bolsonarista, Nereu Crispim não poupa críticas a Jair Bolsonaro pelos sucessivos aumentos no preço dos combustíveis: 'Presidente tem que entender que o filho Petrobras é dele'

Por Ermilo Drews
Publicado em: 16.05.2022 às 16:10 Última atualização: 16.05.2022 às 17:05

Presidente da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, o deputado federal pelo Rio Grande do Sul Nereu Crispim (PSD) considera o cenário atual mais grave para os transportadores de carga no País do que em 2018, quando houve paralisação nacional da categoria por 11 dias entre maio e junho daquele ano. A situação provocou desabastecimento de produtos e afetou serviços. Crispim não descarta, inclusive, que aconteçam novas paralisações este ano diante do valor do diesel nas bombas, que já se aproxima do litro da gasolina.

Em 2018, paralisação provocou desabastecimento de produtos e combustível
Em 2018, paralisação provocou desabastecimento de produtos e combustível Foto: Diego da Rosa/GES-Arquivo
“Não sou a favor de paralisação porque afeta as pessoas menos favorecidas. Mas em alguns estados, é uma tendência. Já tem articulações no Espírito Santo, por exemplo. Se tornou insustentável. Pode haver uma paralisação por inoperância, pelo resultado negativo da contratação dos fretes. Não tem como rodar assim”, avalia.

Crispim pondera que, no ano passado, caminhoneiros se articularam para paralisar em novembro. No entanto, à época, o governo federal conseguiu, via Advocacia-Geral da União, liminares impondo multas pesadas caso isso acontecesse.

O deputado defende que o presidente Jair Bolsonaro determine o fim da política de Preço de Paridade de Importação (PPI), que cobra dentro do Brasil o mesmo preço dos combustíveis que são vendidos internacionalmente. Com isso, os combustíveis no País sobem toda vez que o preço do dólar ou do barril de petróleo aumentam.

Essa política começou a ser praticada pelo governo de Dilma Rousseff, sendo oficializada pelo governo de Michel Temer e seguida por Bolsonaro. “O PPI é uma resolução, não uma lei. Eu me elegi na onda do Bolsonaro, mas estou a favor do Brasil. O presidente tem que entender que o filho Petrobras é dele. Não pode transferir isso para ministros, para o presidente da Petrobras, muito menos para governos anteriores.”

O deputado afirma que a frente parlamentar articula reuniões em Brasília na tentativa de que seja tomada uma decisão a curto prazo para reduzir o valor do diesel. Crispim não vislumbra na redução de alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) o caminho para resolver o problema. “O único caminho é tirar o PPI. O ICMS é uma atitude eleitoreira do presidente. O índice do ICMS é um percentual. Num primeiro momento, dá uma reduzida no preço, mas na sequência isso é engolido pelos aumentos por causa da paridade com o mercado internacional.”

Na última terça-feira (10), a Petrobras elevou em 40 centavos o valor do litro vendido pelas refinarias às distribuidoras, gerando uma reação negativa entre caminhoneiros e setores produtivos.

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