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Notícias | Região OPERAÇÃO PAVÃO

Suspeito de assaltar carro-forte é preso após ser encontrado dentro de chaminé de churrasqueira em Canoas

Homem é apontado como chefe da quadrilha que cometeu o crime em Guaíba no final do ano passado; outras nove pessoas foram presas nesta quarta-feira, incluindo uma em Novo Hamburgo

Por Juliano Piasentin
Publicado em: 25.05.2022 às 18:49 Última atualização: 25.05.2022 às 19:05

O suspeito de ser chefe da quadrilha que assaltou um carro-forte no dia 29 de dezembro em Guaíba foi preso na manhã de terça-feira (24) no bairro Fátima, em Canoas. A prisão aconteceu durante a Operação Pavão, que investiga o crime e já prendeu 11 pessoas desde o ano passado.

Após receber informações sobre o paradeiro do homem, agentes da Polícia Civil foram até a casa apontada como o local em que ele estaria, mas não o encontraram. O quarteirão chegou a ser fechado e o apoio aéreo foi chamado para auxiliar nas buscas. O suspeito, no entanto, foi encontrado dentro da chaminé de uma churrasqueira, onde tentava se esconder.

Nesta quarta-feira (25), a operação cumpriu 64 ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva, sete de prisão temporária e 55 de busca e apreensão. Além de uma prisão em Novo Hamburgo, as outras diligência foram feitas nas cidades de Porto Alegre, Getúlio Vargas, Bento Gonçalves, São Gabriel, Capão da Canoa e São Paulo-SP. 

Organização do assalto

A investigação constatou que a ação dos criminosos foi organizada em quatro diferentes núcleos, e cada um era responsável por uma etapa. O grupo principal era composto pelo homem apontado como mentor e por outros três suspeitos. Dois deles morreram durante confronto com a Polícia no dia do assalto, enquanto fugiam da cena do crime. O outro, que no dia da ação já utilizava uma tornozeleira eletrônica, segue foragido.

O núcleo secundário foi apontado como o responsável pela logística do assalto, com o transporte do dinheiro e com a fuga. Desse, participavam funcionários da empresa de carro-forte e pessoas vinculadas à cidade de Getúlio Vargas. “Lá localizamos o registro de um fuzil, de calibre .762x55mm, o dono chegou a ser preso em fevereiro, mas já está em liberdade”, afirma o delegado João de Abreu, responsável pela 1ª Delegacia do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Os outros dois grupos ficaram encarregados com a disponibilização dos veículos - entre eles, um com as placas clonadas da Polícia Civil. Um deles era responsável por adquirir placas balísticas, quando foram gastos R$ 144.950 em plataformas eletrônicas de vendas.

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