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Notícias | Região SAÚDE

Estado avalia mudanças de referência hospitalar em reunião com prefeitos do Vale do Sinos

Demandas envolvem desde falta de insumos e de mão de obra até fila de espera para especialidades que chega a mais de 10 mil pessoas

Por Redação
Publicado em: 27.05.2022 às 03:00 Última atualização: 27.05.2022 às 08:47

Durante mais de três horas, nesta quinta-feira (26), prefeitos do Vale do Sinos expuseram preocupações sobre o atendimento no sistema público à secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann. O encontro de 13 representantes da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvars) ocorreu na sede da pasta, em Porto Alegre.

Prefeitos do Vale do Sinos se reuniram com a secretária estadual de Saúde
Prefeitos do Vale do Sinos se reuniram com a secretária estadual de Saúde Foto: Amvars/Divulgação
As demandas levadas pelo grupo à secretária envolvem desde falta de insumos e de mão de obra até fila de espera para especialidades que chega a mais de 10 mil pessoas. Traumatologia e ortopedia, oftalmologia e pronto atendimento foram as principais áreas debatidas. A reunião também abordou pediatria e oncologia, entre outros pontos.

Além do encaminhamento à Secretaria de Saúde relatos sobre carências e pressões do sistema de atendimento que são percebidas nos municípios, houve algumas definições, como os próximos passos para a resolução dos principais gargalos. No caso da falta de profissionais e medicamentos, Arita informou que já pautou encontro com o Ministério da Saúde em busca de soluções.

Definições

Haverá debate sobre a mudança de referências para atendimento em determinadas especialidades, com avaliação caso a caso. A traumatologia e ortopedia, que tem referência no Hospital Universitário em Canoas, deve ser analisada, segundo a secretária. No caso da oftalmologia, outras cidades sugeriram a mudança da referência, atualmente em Portão.

Ao final da reunião foi entregue à secretária ofício contendo informações sobre demanda reprimida e gargalos regionais. O documento foi construído com base em levantamento realizado pelos secretários de saúde regionais.

Participaram do encontro o presidente da Amvars e prefeito de Dois Irmãos, Jerri Meneghetti, e os prefeitos Diego Francisco (Estância Velha), Nedy de Vargas Marques (Canoas), Ary Vanazzi (São Leopoldo), Gilmar Führ (Presidente Lucena), Gaspar Behne (Lindolfo Collor), Ester Koch (São José do Hortêncio) e Aírton Bohn (prefeito em exercício de Morro Reuter), além do vice-prefeito Neri Chicatto (Nova Hartz).

Os prefeitos de Campo Bom, Santa Maria do Herval, Novo Hamburgo e Sapiranga foram representados por seus secretários de saúde.

Uma das opções é mudar a referência da traumatologia

Prefeitos classificaram a traumatologia e ortopedia como a área mais complicada, com demora e longa fila de espera para atendimento. Foram citados casos de pacientes cujas fraturas chegaram a calcificar na fila de espera. Sapiranga, por exemplo, informou que possui 640 pacientes aguardando atendimento de alta complexidade na área. O prefeito de Canoas lamentou ser o Hospital Universitário (HU) referência para 156 cidades gaúchas, o que classificou como "ilógico, humana e materialmente impossível".

A secretária Arita Bergmann informou que "historicamente o HU não está cumprindo o contrato" e que outras soluções devem ser tomadas. Foi deliberado então, que tanto a regulação quando os municípios da região façam encontro de contas para saber a real demanda reprimida regional. "Sabemos que esses pacientes existem, mas eles precisam estar no sistema para termos como mensurar a vazão necessária", argumentou Arita. O prazo para apresentar números é dia 3 de junho. Feito encontro de contas, Canoas apontará sua capacidade de resposta e "o que não for resolvido em Canoas vamos resolver em outros hospitais", informou a secretária, que também pediu à sua equipe levantamento de hospitais de dentro e de fora da região que tenham capacidade de ser referenciados.

Elogios para a oncologia e olho nos números

Levantamento nos municípios do Vale do Sinos que ajudou a embasar as demandas à Secretaria de Saúde apontava uma fila de espera de 10 mil pessoas no somatório das especialidades de traumatologia, ortopedia e oftalmologia.

No caso da oftalmologia, a principal queixa dos prefeitos é que a cidade referência para a prestação de serviços (Portão) não tem dado conta da demanda. Um caso emblemático citado no encontro foi de Nova Hartz, onde paciente aguarda quatro anos por cirurgia de catarata. Da mesma forma que em traumato e orto, a secretária solicitou cruzamento de informações entre prestador e prefeituras e, com base nos números acordados, e buscar referência também em outras cidades que já se manifestaram favoráveis a prestar o serviço à região.

Oncologia

A recente alteração do atendimento oncológico de algumas cidades da região para hospital em Taquara foi elogiada por todos os gestores presentes ao encontro. "Por muitos anos vivemos a angústia de não ter um atendimento a contento e de administrar lista de espera de pessoas com câncer, doença que dispensa comentários. A mudança para Taquara não só solucionou isso, como limpou a fila de espera", relatou o presidente da Amvars, Jerri Meneghetti.

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