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Notícias | Região TRABALHO

Número de vagas de emprego em agências do FGTAS/Sine dobra em um ano

Indústria e setor de serviços estão entre os setores que mais se destacaram na oferta de trabalho; nesta quarta-feira (15) haverá mutirão do Sine de Novo Hamburgo

Por Débora Ertel
Publicado em: 14.06.2022 às 03:00 Última atualização: 14.06.2022 às 11:11

Se no primeiro semestre de 2021 o Brasil ainda sofria fortes impactos na economia devido às restrições trazidas pela pandemia, agora o cenário está diferente. Prova disso é que as agências FGTAS/Sine, de janeiro a abril deste ano, ofertaram 95,6% a mais de vagas em relação ao mesmo período do ano anterior.

Nesta segunda (13) houve mais um mutirão de vagas no Sine de Parobé
Nesta segunda (13) houve mais um mutirão de vagas no Sine de Parobé Foto: Prefeitura de Parobé

Os dados foram divulgados pela direção da Fundação Gaúcha do Trabalho e Assistência Social (FGTAS). De acordo com o diretor-presidente da FGTAS, Rogério Grade, as agências da fundação dispõem, hoje, de mais de 6,9 mil vagas abertas no Estado.

De janeiro a abril, o Sine ofertou 41.943 postos de trabalho, enquanto no mesmo período de 2021 foram disponibilizadas 21.441 oportunidades. Nos primeiros quatro meses de 2020, o número foi parecido, 21.243 vagas. Do total de 2022, 3.329 empregos foram disponibilizados pelas agências de Campo Bom, Novo Hamburgo e São Leopoldo. Além disso, cidades como Parobé têm se destacado na oferta de postos de trabalho.

Mutirão

Na manhã de segunda-feira (13), inclusive, foi realizado mais um Mutirão de Emprego no Sine de Parobé para o preenchimento de 50 vagas. Em pouco mais de um mês, por meio de parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, foram mais de 350 oportunidades ofertadas.

O economista-chefe da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), André Nunes, destaca que a oferta de vagas ainda é efeito da retomada da economia, com reabertura dos mercados e a demanda reprimida por causa da pandemia.

No Brasil, de acordo com o Cadastro Geral de Empregos e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), de janeiro a abril a indústria criou 35 mil novos postos de trabalho no Brasil. No setor de serviço, foram 23 mil.

No território gaúcho o saldo deste período foi 8.939 postos de trabalho, com destaque para o setor de serviços (5.143 vagas), construção (1.923), indústria (1.921) e comércio (1.762). Somente a agropecuária contabilizou saldo negativo de 1.810, o que é explicado pelo período de entressafra.

Mutirão de vagas nesta quarta-feira

Nesta quarta-feira (15), haverá mutirão do Sine de Novo Hamburgo para preenchimento de 50 vagas na indústria metalúrgica. O preenchimento de cadastro e entrevista dos candidatos será realizado na sede do Sindicado da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), na Rua Joaquim Pedro Soares, 994, no Centro.

A atividade começa às 9 horas e os interessados devem levar carteira de trabalho, documentos de identidade e um currículo (para quem tiver). Segundo o coordenador da agência, Júlio Siqueira, as oportunidades são vagas com urgência nas funções de auxiliar de produção, inspetor de qualidade, fresador de CN, jateador para setor abrasivo, operador de empilhadeira, operador oxcort, soldador, caldeireiro, programador de controle de produção, auxiliar de expedição e torneiro mecânico.

A agência do Sine fica na Rua Joaquim Pedro Soares, 293, em Novo Hamburgo, e funciona das 8 horas ao meio-dia e das 13 às 17 horas. Telefone (51) 3582-6659 e WhatsApp (51) 98462-1017.

Indústria e setor de serviços entre os destaques

Conforme o economista André Nunes, dos 24 segmentos que integram a indústria da transformação, 17 tiveram saldo positivo de vagas no País, com destaque para a fabricação automotiva, em especial de ônibus, caminhões e máquinas.

Nunes avalia que o setor de serviços, por conta da retomada de eventos, sendo vários deles agendados do período anterior ao coronavírus, abriu muitas vagas e ofertou oportunidade a muita gente que estava desempregada.

Sobre a contratação de trabalhadores, o economista pontua que o desafio continua o mesmo: encontrar mão de obra qualificada, pronta para assumir o posto. Por conta disso, ele avalia que há muitas vagas que não são preenchidas com a velocidade necessária.

Para tentar resolver esse problema, Nunes chama atenção para iniciativas como da indústria metalmecânica de São Leopoldo, que firmou parcerias com Senai para qualificar a mão de obra. "Também há uma rotatividade grande, de trabalhadores em busca de melhores salários, que acabam trocando de funções dentro do próprio setor", destaca, situação que colabora para criação de novas vagas.

Desemprego

Apesar disso, a taxa de desemprego ainda permanece com dois dígitos, embora esteja diminuindo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que no primeiro trimestre o País tinha 11,9 milhões de desempregados, o que representa uma taxa de desocupação de 11,1%. A região Sul apresenta a menor taxa do Brasil, 6,5%.

Além disso, havia 4,6 milhões de brasileiros desalentados, ou seja, pessoas que gostariam de trabalhar mas que desistiram de procurar emprego por fatores como idade, qualificação, cenário econômico ou localidade.

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