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'A dor e a saudade só aumentam', diz irmã de adolescente que morreu após explosão de pneu em Taquara

Douglas Ruan Duarte Fraga, de 15 anos, faleceu na tarde do dia 21 de junho, enquanto trabalhava em uma borracharia

Por Stefany Rocha
Publicado em: 29.06.2022 às 18:43 Última atualização: 29.06.2022 às 20:54

Uma semana depois da partida precoce do irmão, Taís Duarte, de 27 anos, conta que a família ainda tenta assimilar a perda do adolescente de 15 anos. Morador de Taquara, Douglas Ruan Duarte Fraga era o segundo mais novo entre sete irmãos. Ele morreu enquanto trabalhava em uma borracharia, na localidade do Morro da Pedra, limite com Parobé, devido à explosão de um pneu de caminhão. O acidente foi na tarde do dia 21 de junho. "A dor e a saudade só aumentam", define. 

Douglas Ruan Duarte Fraga
Douglas Ruan Duarte Fraga Foto: Arquivo pessoal

Douglas nasceu em Parobé, mas cresceu no município vizinho. Na família, era conhecido por ser um menino carinhoso, atencioso, um pouco tímido, mas também brincalhão. Fazia o possível para estar perto de quem amava. Prova disso é que, ultimamente, o adolescente contava com dois lares: a casa da mãe, Simone, 43, e a casa da avó materna, Maria Dorvalina, 66. Os endereços são próximos, ambos no Morro da Pedra, e ele se revezava para poder desfrutar da companhia das duas. 

Quando estava com a mãe, também dividia a residência com os irmãos Jerri Adriano, 24, José Felipe, 16, e o caçula, Lucas Gabriel, 12. Já na casa da avó, tinha oportunidade de conviver com os tios. O pai faleceu cedo, quando Douglas tinha apenas 6 anos.

Apesar de não morar com Taís, a mais velha, e com os outros dois irmãos – Jenifer Estefani, 22, e Jean Duarte, 20 –, todos seguiam constantemente em contato. "Agora, nos últimos meses, almoçávamos juntos todos os domingos, a mãe e todos os irmãos", lembra Taís. "Como irmãos, tínhamos nossas briguinhas, como todos têm, mas nos amamos acima de qualquer coisa. Têm sido dias difíceis para todos nós", desabafa.

Rotina de estudos, trabalho e futebol

Douglas estudava pela manhã e trabalhava à tarde. No tempo livre, gostava de ir com os amigos à lancheria do Pedrinho, também na localidade do Morro da Pedra, interior do município. Depois do lanche, costumava aproveitar o campinho do local para jogar futebol.

Conforme Taís, apesar da rotina pesada na borracharia, o jovem dizia que gostava do emprego. "A mãe vivia brigando para ele parar: 'Douglas, para de trabalhar! Tuas roupas estão toda a vida engraxadas', mas ele trabalhava porque gostava de ter o dinheirinho dele, comprar as coisinhas dele", relata.

Quando começou, o estabelecimento pertencia a um primo. O local, contudo, foi vendido para outra pessoa no fim de 2021. "Ele trabalhou por alguns meses com esse dono e daí parou. Ficou dois meses em casa, sem trabalhar. Agora, fazia dois meses que ele havia voltado para a borracharia de novo."

Com o salário, o jovem comprou a bicicleta que usava como meio de transporte para ir ao colégio, localizado bem em frente ao local de trabalho. O estudante cursava o 8º ano na Escola Municipal Jorge Fleck, que o acolheu desde a pré-escola.

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