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Notícias | Região MONKEYPOX

Vale do Paranhana tem primeiro caso confirmado de varíola dos macacos

Município de Igrejinha foi notificado na tarde desta quarta-feira (3) pela SES

Por Carla Fogaça
Publicado em: 03.08.2022 às 19:06 Última atualização: 03.08.2022 às 21:17

Na tarde desta quarta-feira (3), o município de Igrejinha foi notificado sobre um caso confirmado de monkeypox, a varíola dos macacos. Com esse registro, o Rio Grande do Sul chega em 12 confirmados, sendo que sete foram notificados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) na última semana. Conforme a SES, dos infectados, sete são homens e cinco mulheres.

Município foi notificado na tarde desta quarta-feira (3) pela SES e agora faz busca ativa para localizar o paciente
Município foi notificado na tarde desta quarta-feira (3) pela SES e agora faz busca ativa para localizar o paciente Foto: Centro de Controle de Doenças

Segundo o secretário Municipal de Saúde de Igrejinha, Vinícius Wallauer, o comunicado sobre o caso foi feito pela SES por volta das 15 horas e agora o município, através da Vigilância Sanitária, está fazendo a busca ativa para localizar o paciente. “O que sabemos até o momento é que se trata de um homem, que a princípio mora sozinho e chegou há poucos dias para residir em Igrejinha”, explica Wallauer.

Conforme as recomendações da Saúde, a pessoa diagnosticada com a doença deve permanecer em isolamento. “O período de incubação, do tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas, é geralmente de seis a 13 dias, mas pode chegar a 21. Por isso, imaginamos que esta pessoa infectada chegou ao município já com a doença, mas só vamos poder confirmar quando conseguirmos contato com ela”, explica Wallauer.

O hospital Bom Jesus, de Igrejinha, diz através da assessoria de imprensa, que nenhum paciente com sintomas da doença passou pela emergência do hospital. “Não temos relatado na ficha de atendimento de caso de suspeita ou confirmação da varíola dos macacos, tampouco, temos paciente internado com a doença”, salienta o Hospital. 

Quadro de saúde do paciente

No começo da noite, em nota, a prefeitura disse que o paciente é um homem de 48 anos que mudou-se para a cidade há cerca de 20 dias, mora sozinho e não tem familiares residentes no município. Ele era morador de Canoas. 

Segundo o comunicado, o paciente está em isolamento domiciliar, passa bem e sem complicações até o momento. Ele tem sido acompanhado pela Equipe Estratégica de Saúde da Família, que em conjunto com a Vigilância em Saúde do municipio, está realizando a identificação e monitoramento de contatos. 

A prefeitura reforça para que quem tiver sintomas deve procurar a Unidade de Saúde mais próxima para receber avaliação médica. Dúvidas podem ser esclarecidas pelos telefones (51) 3549-8668 ou (51) 3549-8642. Informações também são repassadas pelo WhatsApp (51) 99821-9039. 

Casos confirmados no Estado:

Canoas: 1
Caxias do Sul: 2
Garibaldi: 1
Igrejinha: 1
Porto Alegre: 5 (sendo um deles residente do exterior em viagem à cidade)
Uruguaiana: 1
Viamão: 1

O que é a doença

A monkeypox é uma causada por um vírus. Foi diagnosticada e identificada na década de 1960 primeiro em macacos, por isso ficou conhecida como “varíola dos macacos”. Essa doença tem caráter endêmico em alguns países da África Central e da África Ocidental. Ao longo da história da saúde pública mundial, houve surtos em alguns países, como, por exemplo, nos Estados Unidos, mas com poucos casos. Porém, neste ano foi identificado o primeiro grande surto em países não endêmicos, ou seja, países que não são da África Central e da África Ocidental, com circulação sustentada do vírus.

Transmissão, prevenção e tratamento

A nota técnica da Secretaria de Saúde informa que a principal forma de transmissão é por meio do contato pele com pele, secreções ou por objetos pessoais do paciente infectado. O período de incubação (tempo entre o contágio e o aparecimento de sintomas) é geralmente de seis a 13 dias, mas podendo chegar a até 21. Inicialmente a pessoa apresenta febre, dor de cabeça intensa, dor nas costas e inchaço nos linfonodos (pescoço, axila ou virilha). Lesões na pele costumam surgir mais frequentemente na face e extremidades.

Considerando que a transmissão ocorre por contato direto prolongado com pessoas infectadas ou por objetos contaminados (como toalhas, lençóis, talheres), recomendam-se como formas de prevenção o isolamento dos doentes (com uso de máscara) e a intensificação de medidas de higiene individuais (lavagem de mãos) e ambientais (desinfecção de superfícies de toque do paciente).

Os pacientes diagnosticados devem receber líquidos e alimentos para manter o estado nutricional adequado e manter as lesões cutâneas limpas e secas.

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