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Notícias | Região MONKEYPOX

Morador de Esteio de 19 anos é diagnosticado com varíola dos macacos

Este é o primeiro caso da doença na cidade; segundo a Secretaria Municipal de Saúde, jovem teria viajado para o Rio de Janeiro

Por Redação
Publicado em: 05.08.2022 às 17:33 Última atualização: 05.08.2022 às 18:35

O prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal, confirmou nesta sexta-feira (5) o primeiro caso de varíola dos macacos em um morador da cidade. Trata-se de um jovem de 19 anos, com histórico de viagem ao Rio de Janeiro. Ele já recebeu tratamento, encontra-se bem e em isolamento domiciliar. Há no município, ainda, outro caso suspeito em investigação, aguardando análise laboratorial.

Exames laboratoriais identificam a doença
Exames laboratoriais identificam a doença Foto: Centers for Disease Control and Prevention

Na quarta-feira (3), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) havia confirmado 12 casos no Rio Grande do Sul, sendo cinco em Porto Alegre, dois em Caxias do Sul e um em Canoas, Garibaldi, Igrejinha, Uruguaiana e Viamão.

A doença

A monkeypox é causada por um vírus. Foi diagnosticada e identificada na década de 1960, primeiro em macacos, e por isso ficou conhecida como “varíola dos macacos”. Essa doença tem caráter endêmico em alguns países da África Central e da África Ocidental. Ao longo da história da saúde pública mundial, houve surtos em alguns países, como, por exemplo, nos Estados Unidos, mas com poucos casos. Porém, neste ano foi identificado o primeiro grande surto em países não endêmicos, ou seja, países que não são da África Central e da África Ocidental, com circulação sustentada do vírus.

Transmissão, prevenção e tratamento

A principal forma de transmissão é por meio do contato pele com pele, secreções ou por objetos pessoais do paciente infectado. O período de incubação (tempo entre o contágio e o aparecimento de sintomas) é geralmente de seis a 13 dias, mas podendo chegar a até 21. Inicialmente a pessoa apresenta febre, dor de cabeça intensa, dor nas costas e inchaço nos linfonodos (pescoço, axila ou virilha). Lesões na pele costumam surgir mais frequentemente na face e extremidades.

Considerando que a transmissão ocorre por contato direto prolongado com pessoas infectadas ou por objetos contaminados (como toalhas, lençóis, talheres), recomendam-se como formas de prevenção o isolamento dos doentes (com uso de máscara) e a intensificação de medidas de higiene individuais (lavagem de mãos) e ambientais (desinfecção de superfícies de toque do paciente).

Os pacientes diagnosticados devem receber líquidos e alimentos para manter o estado nutricional adequado e manter as lesões cutâneas limpas e secas.

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