Publicidade
Notícias | Rio Grande do Sul Impasse

Reagendada segunda etapa do pregão eletrônico para estudo de privatização da Trensurb

Nesta semana, o Sindimetrô/RS esteve no Ministério Público Federal (MPF) de Novo Hamburgo para denunciar a privatização da Trensurb

Por Débora Ertel
Última atualização: 12.12.2019 às 12:23

Trensurb Foto: Wellington Marques / Trensurb
Continua o embate entre o governo federal e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado (SindiMetrô/RS) pela desestatização da Trensurb. Depois que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) derrubou a liminar judicial favorável à suspensão do estudo em prol da privatização, foi dado continuidade ao edital de pregão eletrônico 44/2019 no valor R$ 5,5 milhões. O edital foi publicado pelo BNDES e havia sido suspenso no dia 11 de novembro pelo juiz federal Wilney Magno de Azevedo Silva, da 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro. O magistrado havia acatado recurso do Sindimetrô/RS. 

No entanto, no dia 26 de novembro o BNDES comunicou que receberia as propostas dos interessados em realizar serviços necessários para a realização de estudos para a desestatização da empresa pública. A primeira fase já foi concluída e a segunda etapa de lances estava agendada para quinta-feira, dia 5 de dezembro. No entanto, o procedimento foi reagendado para 10 de dezembro, às 14 horas, por questões administrativas.

Nesta semana, o Sindimetrô/RS esteve no Ministério Público Federal (MPF) de Novo Hamburgo para denunciar a privatização da Trensurb. Conforme o Sindicato, o processo de desestatização da empresa é ilegal porque não tem a autorização do Legislativo e não observa as regras previstas na Lei 8.693/93. Ainda nesta semana, a entidade de classe fez uma mobilização pela não privatização. Foi realizada um esquete teatral na Estação Novo Hamburgo na terça-feira.

Na encenação, foi demonstrado aos usuários o que acontece quando um trem descarrila e a gravidade deste tipo de acidente. Segundo o presidente do SindiMetrô, esse será o destino do trem na região, caso a empresa de transporte deixe de ser pública . "No Rio de Janeiro, desde que privatizaram o trem, acontece um descarrilhamento a cada dois meses. O trem não foi feito para dar lucro, mas desafogar os grandes centros urbanos", defende. De acordo com ele, cidades como Chicago, Nova Iorque e Paris foram estatizados novamente depois de passarem pela administração da iniciativa privada.

A venda da Trensurb

O governo federal anunciou a inclusão da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) na lista das privatizações em maio deste ano. A Trensurb integra os 59 novos projetos apresentados pelo conselho do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) para concessão à iniciativa privada nos próximos anos. Atualmente, a empresa é responsável pela operação de uma linha de trens urbanos que soma 43,8 quilômetros e vai de Porto Alegre a Novo Hamburgo, passando por outras quatro cidades da região metropolitana. Ao todo, são 22 estações mantidas pela Trensurb.


Mais praticidade no seu dia a dia: clique aqui para receber gratuitamente notícias diretamente em seu e-mail!

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.