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Notícias | Rio Grande do Sul Homicídio qualificado

Justiça nega pedido de soltura e marca depoimento da mãe do menino Rafael Winques

Alexandra Dougokenski responde pelo assassinato do filho, de 11 anos, no mês de maio na cidade de Planalto

Publicado em: 12.09.2020 às 22:00 Última atualização: 12.09.2020 às 22:02

Mãe confessou o homicídio de Rafael Mateus Winques Foto: Rafael Winques-Facebook/Reprodução
A juíza Marilene Parizotto Campagna negou a soltura e definiu, nesta sexta-feira (11), as datas para as audiências de depoimento de testemunhas e da ré, Alexandra Dougokenski, pelo assassinato do filho, Rafael Mateus Winques, de 11 anos. O crime aconteceu em 15 de maio, na cidade de Planalto.

Alexandra deverá ser interrogada por videoconferência no dia 22 de outubro. Ela cumpre prisão preventiva na Penitenciária Municipal de Guaíba desde o início de julho.

O sistema de escuta remota será também aplicado para as testemunhas residentes fora da Comarca de Planalto.

As demais, que vivam na cidade do norte gaúcho, deverão comparecer ao Foro. Ao todo, serão ouvidas 17 pessoas nos dias 1º, 9, 15 e 16 de outubro.

Outras medidas

A juíza negou no despacho pedido de inépcia da denúncia, que, conforme a defesa da ré, carece de provas. Foram questionados, por exemplo, a aferição do horário do crime, a descrição das razões pelas quais o Ministério Público, autor da peça acusatória, presumiu a motivação do crime, e ainda é criticada a atuação do delegado, que teria concluído precipitadamente a investigação.

Em resposta, a magistrada disse que as circunstâncias do fato criminoso (local do fato e local da consumação, hora, dia, mês, ano, causas e efeitos, pessoa do criminoso, modo de execução, etc) “estão devidamente descritas, e possibilitam o exercício do contraditório e da plena defesa”.

“Destaco que nos procedimentos afetos ao Tribunal do Júri a decisão acerca da existência, ou não, de provas necessárias para um juízo provisório de admissibilidade da pretensão acusatória é proferida após a instrução probatória realizada na presença do juiz togado, e não logo após a resposta à acusação, como ocorre no procedimento comum”, acrescentou.

Também está decretado o sigilo de parte dos documentos que consta do processo, limitando às partes (MP e defesa) a consulta de laudos periciais e o acervo fotográfico.

Alexandra Dougokenski responde por homicídio qualificado (praticado por motivo fútil, com meio cruel e recurso que dificultou a defesa). O menino, conforme a perícia, morreu por asfixia mecânica provocada por estrangulamento. Leia mais: Caso Rafael: denúncia é recebida e mantida prisão.


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