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Notícias | Rio Grande do Sul Variações do vírus

Estado tem cinco linhagens predominantes do coronavírus em circulação, diz especialista

Conforme o Boletim Genômico do coronavírus, o Cevs já identificou no Rio Grande do Sul 20 linhagens de coronavírus diferentes desde o início da pandemia

Publicado em: 17.03.2021 às 09:57 Última atualização: 17.03.2021 às 09:58

O especialista em Saúde do Laboratório Central do Estado (Lacen-RS) Richard Steiner Salvato afirmou que hoje há cinco linhagens predominantes do coronavírus em circulação em território gaúcho. A afirmação ocorreu durante live do Papo Científico, que foi ao ar nesta terça-feira (16) pelas plataformas do governo do Estado.

Conforme o Boletim Genômico do coronavírus, que já está na quarta edição, o Cevs já identificou no Rio Grande do Sul 20 linhagens de coronavírus diferentes em circulação. Mas isso não quer dizer que todas essas variações do vírus estejam presentes neste momento no território gaúcho.

Uma das variantes é a chamada P1, identificada pela primeira vez em Manaus, no Amazonas. A primeira pessoa com essa variação no Estado foi identificado em Gramado, no dia 14 de janeiro. Isso aconteceu dez dias antes dos pacientes da região Norte serem transferidos para o Rio Grande do Sul. Sendo assim, os especialistas afirmaram que não há ligação do aumento de casos de pessoas infectadas com a P1 e a ajuda prestada pelo governo do Estado. "Além disso, o vírus presente nos pacientes que vieram do Norte e o vírus encontrado em Gramado eram diferentes", salientou Salvato. De acordo com ele, há 45 casos em investigação, incluindo pacientes de Imbé, Canela e Parobé, para avaliar como a variante P1 está se disseminando no Estado

A circulação maior do vírus é a grande habilidade que essa nova variante (P1) tem em relação às anteriores, por isso ela predomina”, explicou o farmacêutico do Cevs Eduardo da Silva.

De acordo com a diretora do Cevs, Cynthia Goulart Molina-Bastos, pessoas muitas vezes consideradas sem comorbidades podem ter fatores de risco que contribuem para o agravo da doença. “Como o vírus se espalhou muito e muito rápido, é provável que esse espalhamento tenha afetado uma proporção maior de pessoas, e que na maioria tem um perfil sem comorbidade, que circula mais, que promove mais aglomerações. Além disso, há pessoas que muitas vezes nem são vistas com comorbidades, como o paciente que ronca e tem apneia do sono, ou aquele que abusa de álcool, não faz atividade física, ou que tem um sobrepeso. Esses entram como ‘sem comorbidades’, mas apresentam fatores de risco e às vezes demoram a buscar ajuda, podendo ser tarde demais”, apontou.


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