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Notícias | Rio Grande do Sul PRÉDIO DA SSP

Busca por bombeiros desaparecidos continua uma semana após incêndio na capital

Mais de 100 pessoas entre militares e técnicos participam da operação de resgate no terreno da Secretaria Estadual de Segurança Pública

Publicado em: 21.07.2021 às 16:25 Última atualização: 21.07.2021 às 16:26

Completa nesta quarta-feira (21) uma semana do incêndio no prédio da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), em Porto Alegre, que deixou dois bombeiros desaparecidos. Durante a tarde, 115 pessoas entre militares e técnicos participavam da operação de resgate, com o objetivo de encontrar o 1° tenente Deroci de Almeida da Costa, de 46 anos, e o 2° sargento Lúcio Ubirajara de Freitas Munhós, de 51.

Busca por bombeiros desaparecidos continua uma semana após incêndio na capital Foto: Divulgação/SSP

Enquanto parte do grupo atua no trabalho de remoção de escombros para ampliar os acessos ao prédio, outra parte faz incursões na área. Participam da operação integrantes das Forças de Resposta Rápida, do Corpo de Bombeiros Militares do RS e das Equipes de Busca e Salvamento.

Ao mesmo tempo, a Polícia Civil busca entender o que provocou o início das chamas. Relatos das testemunhas ouvidas até o momento levam a crer que o incêndio foi motivado por uma falha elétrica. A investigação, porém, ainda aguarda laudos periciais que corroborem os depoimentos.   

Bombeiros trabalham desde a última quinta-feira no resgate aos dois militares Foto: Divulgação/SSP

A seguir, veja como está organizado o terreno da SSP para alocar todo o efetivo e os equipamentos necessários para o resgate dos dois militares:

Área de impacto

O prédio que incendiou e teve desabamento parcial pelo colapso da estrutura é a área de impacto, onde há risco de novos focos de incêndio ou de novos desabamentos. Nesse espaço se desenvolve o trabalho de buscas, onde a ação primária das equipes é a remoção de escombros com ferramentas leves e auxílio de maquinário pesado, próprio para a atividade.

Também é empregado equipamento de captação de sons, além da técnica de chamada e escuta, que consiste em, num ambiente de silêncio, chamar pelas vítimas aguardando uma resposta qualquer que seja.

Outra ação é a busca com cães, em um perímetro delimitado de segurança. Nesse trabalho, os binômios (dupla homem e cão) são utilizados com a finalidade de identificar, dentro da especificidade de treinamento de cada cão, sinais como sons e cheiros que possam apontar a localização de vítimas.

Foram abertos dois acessos ao prédio, um pela lateral na entrada da Ala Sul, e outro na parede frontal da fachada do anexo, logo em frente à edificação, onde funcionava o Departamento de Comando e Controle Integrado (DCCI).

Posto de Comando de Operações

No centro do terreno, em um ponto com alcance visual para toda a área da ocorrência, está instalada uma estrutura de lona do CBMRS onde fica o Posto do Comando de Operações. Nesta base, o tenente-coronel Eduardo Estevam Rodrigues, comandante do 1° Batalhão de Bombeiro Militar em Porto Alegre, emite todas as orientações aos oficiais e define o trabalho das equipes de serviço.

Por rádio, a equipe de apoio do comando de operações se comunica com todo efetivo empregado. Para acompanhar a presença de cada uma das pessoas no terreno, há um quadro que é atualizado a cada nova chegada.

Os líderes de cada equipe precisam informar o nome de cada membro, inclusive os binômios (dupla homem e cão) na entrada e saída de cada turno. Dessa forma, o comando consegue otimizar as equipes e ter controle de todos os servidores e recursos empregados, como viaturas e maquinário, que circulam na cena.

Posto de planejamento

Ao lado do Posto de Comando de Operações, há uma outra estrutura semelhante de lona com uma grande mesa de reuniões e um quadro de avisos, que serve como apoio para eventuais necessidades de análises de documentação e outros documentos relacionados ao trabalho de busca e resgate. É também um ponto de parada para encontros rápidos que são realizados a todo momento para encaminhar decisões no terreno.

Perto do prédio, circulam apenas os envolvidos na remoção de escombros e nas buscas Foto: Rodrigo Ziebell/GVG

Área de atendimento

Caso algum servidor envolvido na operação necessite de atendimento psicológico ou médico, estão à disposição as ambulâncias de resgate do CBMRS e uma estrutura da Cruz Vermelha. Na barraca, há disponibilização de água, máscaras de proteção contra a Covid-19, luvas e materiais de primeiros socorros.

A instalação tem presença 24 horas, com revezamento de turnos por 12 profissionais, sendo cinco psicólogos, três agentes de logística, três agentes de gestão de risco e uma estudante de Psicologia.

Desde a quinta-feira, dia seguinte ao incêndio, a equipe já realizou 21 atendimentos, que vão desde a escuta aos militares que atuam nas buscas até o acolhimento a familiares.

Alojamento

O local destina-se ao descanso dos efetivos empregados. A estrutura montada pelo CBMRS dentro de galpões que ficam na entrada do terreno contém alojamentos com cerca de 20 beliches para repouso e consequente revezamento das equipes envolvidas. O local fechado abriga as equipes do frio e de eventual chuva.

Refeitório

A tenda fica ao lado do alojamento, com mesas e cadeiras para as refeições. A alimentação, em um primeiro momento, foi viabilizada mediante processo de dispensa de licitação e, após, em uma contratação emergencial pelo CBMRS. Voluntários também têm contribuído.

A cada almoço e jantar são servidas mais de cem refeições quentes completas, que incluem proteína, carboidratos e saladas. Além disso, estão permanentemente à disposição lanches com café, água, suco, leite, frutas, bolachas e sanduíches.

TAGS: incêndio
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