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Notícias | Rio Grande do Sul CASO RAFAEL

Júri da mãe acusada de matar o filho no norte do Estado é adiado para março

Rafael Winques tinha 11 anos de idade e residia em Planalto

Publicado em: 14.09.2021 às 15:10 Última atualização: 14.09.2021 às 15:12

O júri de Alexandra Salete Dougokenski, acusada de matar o filho Rafael Winques, em Planalto, será realizado em março do ano que vem. O júri, estava marcado inicialmente para ocorrer no dia 8 de novembro. Alexandra confessou o assassinato do filho, Rafael Mateus Winques, em maio do ano passado. O corpo foi encontrado 10 dias depois, em uma caixa de papelão colocada no terreno da casa vizinha onde a criança vivia com a mãe. A causa da morte indicada pela perícia foi asfixia mecânica, provocada por estrangulamento.

Rafael Winques tinha 11 anos Foto: Facebook/Reprodução
O adiamento é uma determinação da Juíza de Direito da comarca local, Marilene Parizotto Campagna, em decisão assinada na última segunda-feira (13). Agora, a previsão é de que o júri ocorra em 21 de março.  Na decisão, a magistrada explica que a mudança se deve a contratempos no cronograma original de realização do julgamento, afetado pelo ataque cibernético aos sistemas do Tribunal de Justiça e os trâmites processo de licitação para contratação de empresa de apoio ao evento. A juíza, no mesmo documento, manteve a prisão de Alexandra.

Além do homicídio qualificado (motivo torpe, motivo fútil, meio cruel, dissimulação e recurso que dificultou a defesa), a acusada responderá pelos crimes de ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual. São agravantes ainda os fatos do crime ter sido cometido contra menor de 14 anos (Rafael tinha então 11 anos) e contra descendente.

Relembre o caso

A acusada alegou na época que decidiu matar Rafael na véspera do crime, após repreendê-lo, aos gritos, para que parasse de jogar, e depois de fazer pesquisas na internet sobre o uso de substâncias tóxicas.

Na noite do crime, Alexandra fez com que Rafael tomasse calmantes. Por volta das 2 horas, verificando que a resistência da criança estava reduzida em razão do medicamento, e munida de uma corda, estrangulou o filho até que sufocasse.

Após constatar a morte, acusada decidiu ocultar o cadáver e despistar as suspeitas que pudessem recair sobre si. Para tanto, vestiu o corpo do filho, pegou seus chinelos e o óculos e decidiu levá-lo até a casa vizinha, onde sabia que existia um local propício à ocultação.

A mãe sabia que no local havia um tapume que encobriria o corpo do filho. Ao deparar com uma caixa de papelão, depositou o corpo, configurando a ocultação de cadáver com três agravantes: para assegurar a impunidade do crime de homicídio, crime contra criança e contra descendentes. Ela confessou o crime em 25 de maio do ano passado, dez dias após o desaparecimento da criança.

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