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Notícias | Rio Grande do Sul TRADICIONALISMO

Semana Farroupilha inicia com acendimento da Chama Crioula

Símbolo chegou nesta manhã ao Palácio Piratini, em Porto Alegre

Publicado em: 14.09.2021 às 17:34

Foi oficializado o início da Semana Farroupilha nesta terça-feira (14) com o acendimento da Chama Crioula. O símbolo chegou nesta manhã ao Palácio Piratini, em Porto Alegre e foi entregue pelos cavalarianos, sentinelas da tradição desde 1947, ao governador Eduardo Leite e pela patrona dos Festejos Farroupilhas de 2021, a declamadora Liliana Cardoso.

Governador disse que é "importante cultivarmos, por meio de símbolos e tradições, a nossa identidade" Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

As celebrações deste ano vão enaltecer o bicentenário do nascimento de Anita Garibaldi e o cinquentenário do Dia da Consciência Negra e do Movimento Nativista, temas destacados pelo governador. “Todos esses movimentos resgatam o sentimento de pertencimento da nossa sociedade e é importante cultivarmos, por meio de símbolos e tradições, a nossa identidade, mas também a diversidade que nos torna maiores e mais capazes. História se faz aqui hoje, quando a chama é recebida por uma mulher negra, patrona dos festejos, e pelo primeiro governador assumidamente gay. E o mundo não acabou, pelo contrário. O Rio Grande vive um momento de virada nas contas públicas e nos investimentos. E tudo isso travando bons debates, no campo das ideias, com respeito, sem nos enfrentarmos como povo”, diz Leite.

Ao lembrar da trajetória de dedicação ao movimento tradicionalista gaúcho, hoje coroada com o patronato da Semana Farroupilha, Liliana se emocionou. “É um momento de grande emoção para aquela guria que veio da periferia de Porto Alegre, criada dentro de um Centro de Tradições Gaúchas. Essa chama viva que arde aqui hoje nos faz refletir sobre os ideais que tanto louvamos na nossa bandeira”, afirma.

 

ORIGEM

A tradição da chama crioula teve origem em 1947, quando os tradicionalistas Paixão Cortes, Cyro Ferreira e Fernando Vieira, retiraram uma centelha do fogo simbólico da pátria e acenderam o primeiro candeeiro crioulo, em Porto Alegre. A partir disso, a chama se tornou símbolo de coragem, união dos povos e amor do gaúcho pela sua terra.

EXPOSIÇÃO

Também nesta terça, foi inaugurada, no Salão Negrinho do Pastoreio, o hall do Piratini, a exposição fotográfica "Gaúcho", do fotógrafo Fábio Mariot.  A mostra faz um recorte étnico do trabalhador do campo e do ginete, apresentando um gaúcho diferente do imaginário social.

No Salão Negrinho do Pastoreio foi aberta a exposição "Gaúcho", que faz um recorte étnico do trabalhador do campo e do ginete Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

Foram fotografados homens negros, de diferentes regiões do Estado, em sua lida diária, em galpões de fazendas. O objetivo da mostra, que tem curadoria de Clarissa Lima e Izis Abreu, é dar visibilidade ao povo negro, fundamental para a construção política, social e cultural do Estado.

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