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Notícias | Rio Grande do Sul NA REGIÃO METROPOLITANA

Preso em Imbé líder de esquema que usava notas falsas para comprar produtos pela Internet

Grupo agia na região metropolitana e usava perfil falso para negociar televisores, videogames e smartphones com as vítimas

Publicado em: 21.10.2021 às 08:52 Última atualização: 21.10.2021 às 08:59

 

O líder de uma organização, que usava notas falsas para comprar produtos na internet, foi preso pela Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (21), em Imbé. Além dele, outras cinco pessoas foram presas na Operação Sólon que tem o objetivo de desarticular um esquema responsável por espalhar notas falsas (de real) em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre.

De acordo com a PF, a investigação iniciou em maio.  A quadrilha utilizava um site de anúncios de produtos usados para repassar as cédulas por meio da aquisição de televisores, videogames e smartphones.

 

Como o crime acontecia

Um casal, que segundo a PF era responsável pelo crime, comprava as notas falsas. Eles filtravam os anúncios no site e mantinham contato com as vítimas pelo bate-papo. Isso acontecia por aplicativo de mensagem e utilizando perfil falso.

Depois, a negociação era feita e a retirada do item combinada. O casal mantinha contato com comparsas, homens que se faziam passar por motoristas de aplicativo de transporte, e mulheres, que eram responsáveis por efetuar o pagamento com notas falsas de R$ 100 pertencentes a um mesmo lote de falsificação.

 

 

'Infiltrado' em grupos

A investigação mostrou que o líder da esquema estava em cerca de 40 grupos de aplicativos de mensagens destinados, exclusivamente, à prática de golpes variados, como geração de boletos falsos, falsificação de diplomas de instituições de ensino, compra e venda de cartões clonados e negociação de dados de terceiros para práticas de fraudes diversas. O investigado tem antecedentes por crimes de moeda falsa, roubo e receptação.

 

 

Incidência

Em 2021, a Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul tem registradas cerca de 100 ocorrências similares, que indicam que o grupo criminoso investigado na Operação Sólon tenha colocado em circulação mais de 150 mil reais em notas falsas.

Conforme estatísticas da Polícia Federal, foram apreendidos, desde 2020, aproximadamente 500 mil reais em cédulas falsas de 100 na Região Metropolitana de Porto Alegre.

 

 

 

A operação

Nesta manhã, são cerca de 50 policiais federais que cumprem quatro mandados de prisão preventiva e outros 10 mandados de busca e apreensão. Em Porto Alegre, foi um mandado de busca; Canoas teve dois mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão. Ainda na região metropolitana, Cachoeirinha teve um mandado de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão.

No Litoral Norte, em Imbé, onde o líder do esquema foi preso, foi cumprido um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão.

A operação tem esse nome é uma referência ao estadista e legislador grego Sólon (Atenas, 638 a.C. – 558 a.C.). Sólon foi o idealizador da "teoria da desvalorização", que desvinculou o valor da moeda da sua composição pura em ouro ou prata. Com isso, criou “moedas falsas”, misturando metais mais baratos em sua composição e atrelando o lastro do dinheiro à confiabilidade no governo, responsável pela sua emissão.

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